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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Santayana: Gilmar não é o Supremo !
Supremo, aja !



O Conversa Afiada reproduz do JB Online texto de Mauro Santayana:


Gilmar não é o Supremo

Mauro Santayana


Engana-se o Sr. Gilmar Mendes, quando denuncia uma articulação conspiratória contra o Supremo Tribunal Federal, nas suspeitas correntes de que ele, Gilmar,  se encontra envolvido nas penumbrosas relações do Senador Demóstenes Torres com o crime organizado em Goiás.

A articulação conspiratória contra o Supremo partiu de Fernando Henrique Cardoso, quando indicou o seu nome para o mais alto tribunal da República ao Senado Federal, e usou de todo o rolo compressor do Poder Executivo, a fim de obter a aprovação. Registre-se que houve 15 manifestações contrárias, a mais elevada rejeição em votações para o STF nos anais do Senado.

Com todo o respeito pelos títulos acadêmicos que o candidato ostentava – e não eram tão numerosos, nem tão importantes assim – o Sr. Gilmar Mendes não trazia, de sua experiência de vida, recomendações maiores. Servira ao Sr. Fernando Collor, na Secretaria da Presidência, e talvez não tenha tido tempo, ou interesse, de advertir o Presidente das previsíveis dificuldades que viriam do comportamento de auxiliares como P.C. Farias. Afastado do Planalto durante o mandato de Itamar, o Sr. Gilmar Mendes a ele retornou, como Advogado Geral da União de Fernando Henrique Cardoso. Com a aposentadoria do ministro Néri da Silveira, Fernando Henrique o levou ao Supremo. No mesmo dia em que foi sabatinado, o jurista Dalmo Dallari advertiu que, se Gilmar chegasse ao Supremo, estariam “correndo sério risco a proteção dos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional”. Pelo que estamos vendo, Dallari tinha toda a razão.

Gilmar, como advogado geral da União – e o fato é conhecido –, recomendara aos agentes do Poder Executivo não cumprirem determinadas ordens judiciais. Como alguém que não respeita as decisões da justiça pode integrar o mais alto tribunal do país?  Basta isso para concluir que Fernando Henrique, ao nomear o Sr. Gilmar Mendes, demonstrou o seu desprezo pelo STF. O Supremo, pela maioria de seus membros, deveria ter o poder de veto em casos semelhantes.

Esse comportamento de desrespeito – vale lembrar – ocorreu também quando o Sr. Francisco Rezek renunciou ao cargo de Ministro do Supremo, a fim de se tornar Ministro de Relações Exteriores, e voltou ao alto tribunal, re-indicado pelo próprio Collor. O episódio, tal como a posterior indicação de Gilmar, trouxe constrangimento à República. Ressalve-se que os conhecimentos jurídicos de Rezek, na opinião dos especialistas, são muito maiores do que os de Gilmar. Mas se Rezek não servia como chanceler, por que deveria voltar ao cargo de juiz a que renunciara?  São atos como esses, praticados pelo Poder Executivo, que atentam contra a soberania da Justiça, encarnada pelo alto tribunal.

A nação deve ignorar o esperneio do Sr. Gilmar Mendes. Ele busca a confusão, talvez com o propósito de desviar a atenção do país das revelações da CPI. O Congresso não se deve intimidar pela arrogância do Ministro, e levar a CPMI às últimas conseqüências; o STF deve julgar, como se espera, o processo conhecido como mensalão, como está previsto. Acima dos três personagens envolvidos na conversa estranha que só o Sr. Mendes confirma, lembremos o aviso latino, de que testis unus, testis nullus, está a Nação, em sua perenidade. Está o povo, em seus direitos. Está a República, em suas instituições.

O Sr. Gilmar Mendes não é o Supremo, ainda que dele faça parte. E se sua presença naquele tribunal for danosa à estabilidade republicana – sempre lembrando a forte advertência de Dallari – cabe ao Tribunal, em sua soberania,  agir na defesa clara da Constituição, tomando todas as medidas exigidas. Para lembrar um autor alemão, Carl Schmitt, que Gilmar deve conhecer bem, soberano é aquele que pratica o ato necessário.



Impeachment para
Gilmar Mendes


Conversa Afiada reproduz post de Celso Lungaretti (*) no blog Náufrago da Utopia:

IMPEACHMENT PARA GILMAR MENDES


“Admito que o ex-presidente pudesse estar preocupado com a realização do julgamento no mesmo semestre das eleições. Isso aí é aceitável. Primeiro, porque é um leigo na área do Direito. Segundo, porque integra o PT. Portanto, se o processo envolve pessoas ligadas ao PT, obviamente, se ocorrer uma condenação, repercutirá nas eleições municipais.”


A avaliação, simples mas correta, foi do ministro Marco Aurélio Mello, que sempre considerei o mais lúcido dos integrantes do Supremo Tribunal Federal.


Sim, é da natureza humana tentarmos convencer juízes a tomarem as decisões que nos convêm. O destrambelhado Gilmar Mendes só teria motivos para fazer a tempestade em copo d’água que fez:


– se Lula o tivesse procurado para tentar influir na sentença do processo do mensalão;

– se Lula lhe houvesse oferecido alguma forma de recompensa ou feito alguma ameaça, para tangê-lo a aceitar a postergação do julgamento para depois das eleições municipais.


Ora, nem em suas declarações mais furibundas à imprensa Mendes ousou acusar Lula de estar pressionando pela absolvição dos réus.


E, mesmo se acreditarmos na versão que Mendes deu do encontro e ninguém confirmou, a referência de Lula a (mais) uma  ligação perigosa  do seu interlocutor é insuficiente para caracterizar uma ameaça. Lula não disse nada parecido com “a militância do PT trombeteará dia e noite que é o Carlinhos Cachoeira quem custeia vossas viagens”, mas, apenas, sugerido que convinha ao próprio Mendes deixar esses assuntos melindrosos para mais tarde.


É inadequado alguém falar nestes termos a um ministro do Supremo? Sem dúvida! Mas, o que Mendes esperava, ao aceitar um encontro a portas fechadas com Lula sem ter nada de pertinente a tratar com ele?


Se Mendes é tão sensível a hipotéticas insinuações, certamente não as ouvirá atendo-se à liturgia do cargo.


Como explica Joaquim Falcão, professor de Direito Constitucional da FGV/RJ:


“…no STF há hoje dois perfis distintos. De um lado ministros mais discretos, que não se pronunciam, exceto nas audiências, e que mantêm distância de Executivo, Legislativo e representantes de interesses em julgamento. Vida pessoal recatada.


Por outro lado há ministros que se pronunciam fora dos autos, estão diariamente na mídia, mantêm contatos políticos, participam de seminários e reuniões com grupos de interesse.


A questão crucial, dizem uns, não é se o ministro deve falar fora dos julgamentos, estar na mídia ou se relacionar social e politicamente. A questão é haver transparência antes, durante e depois dos relacionamentos. E que não faça política. As agendas, os encontros, as atividades dos ministros deveriam ser publicados de antemão.


Em alguns países o juiz não recebe uma parte sem a presença da outra, tão grande é a preocupação com a imparcialidade. O que alguns ministros praticam aqui no STF. Ou grava-se a conversa para assegurar a fidelidade do que ocorreu e proteger o ministro de propostas inadequadas”.


Mendes é o pior exemplo de  ministro pop star: pronuncia-se o tempo todo fora dos autos, só falta pendurar uma melancia no pescoço para aparecer mais na mídia, mantém contatos políticos a torto e direito, não recusa convites para eventos de poderosos que têm óbvio interesse em decisões do STF.


Pior, FAZ POLÍTICA (e sempre com viés direitista) –como quando produziu irresponsável alarmismo acerca de um estado policial que nem remotamente se configurava, ou quando contrapôs à frase da então ministra Dilma Rousseff, de que “tortura é crime imprescritível”, a estapafúrdia afirmação de que “terrorismo também é” (esquecendo  não só a diferença jurídica entre terrorismo e resistência à tirania, como também o fato de que a imprescritibilidade do terrorismo só viria a ser introduzida nas leis brasileiras depois dos  anos de chumbo).


E nunca tem gravações para apresentar, que comprovassem suas denúncias delirantes e bombásticas.


O veterano jornalista Jânio de Freitas (vide íntegra aqui) nos brinda com uma constatação explícita e uma sugestão implícita:


“O excesso de raiva e a aparente perda de controle em Gilmar Mendes talvez expliquem, mas não tornam aceitável, que um ministro do Supremo Tribunal Federal faça, para a opinião pública, afirmações tão descabidas.


…Com muita constância, somos chamados a discutir o decoro parlamentar. Não são apenas os congressistas, no entanto, os obrigados a preservar o decoro da função”.


Eu não insinuo, afirmo: já passou da hora de Gilmar Mendes ser submetido a impeachment.


Menos pela comédia de pastelão que está encenando agora e mais por haver, em duas diferentes ocasiões, privado da liberdade Cesare Battisti em função não das leis e da jurisprudência existentes, mas da esperança que nutria de as alterar.


Quando o ministro da Justiça Tarso Genro concedeu refúgio ao escritor italiano, cabia ao presidente do STF suspender o processo de extradição e colocá-lo em liberdade, como sempre se fizera. Mas decidiu mantê-lo preso, confiante em que convenceria seus colegas ministros a detonarem a lei e a instituição do refúgio, passando por cima do Legislativo e usurpando prerrogativa do Executivo. Conseguiu.


Da segunda vez, quando o então presidente Lula negou a extradição, exatamente como o Supremo o autorizara a fazer, o relator Mendes e o presidente Cezar Peluso apostaram de novo numa virada de mesa legal… E PERDERAM!


O desfecho do caso os tornou responsáveis pelo SEQUESTRO de Battisti durante os cinco meses seguintes –e nada existe de mais grave para um magistrado do que dispor tendenciosamente da liberdade alheia, cometendo abuso gritante de autoridade.


Se Mendes sofrer o impeachment agora, Deus estará escrevendo certo por linhas tortas.


* jornalista, escritor e ex-preso político. http://naufrago-da-utopia.blogspot.com



Clique aqui para ver o que o Dr Piovesan pensa do assunto.


quarta-feira, 30 de maio de 2012

O Estado Maior da Mídia

Dilma chama Estadão de mentiroso.
Já basta um …


                                                                    Saiu no Blog do Planalto:

Secretaria de Comunicação divulga nota sobre encontro entre presidenta Dilma e Ayres Britto


A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República divulgou hoje (30) nota à imprensa sobre o encontro ocorrido nesta terça-feira (29) entre a presidenta Dilma Rousseff e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ayres Britto. Leia abaixo a íntegra da nota:


A Presidência da República informa que são no todo falsas as informações contidas na reportagem que, em uma de suas edições, apareceu com o título “Para Dilma, há risco de crise institucional”, publicada hoje no diário O Estado de S. Paulo. Em especial, a audiência de ontem da presidenta Dilma Rousseff com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ayres Britto, tratou do convite ao presidente do STF para participar da Rio+20 e de assuntos administrativos dos dois poderes. Reiteramos que o conjunto da matéria e, em especial, os comentários atribuídos à presidenta da República citados na reportagem são inteiramente falsos.


Contrariando a prática do bom jornalismo, o Estadão não procurou a Secretaria de Imprensa da Presidência para confirmar as informações inverídicas publicadas na edição de hoje. Procurada a respeito da audiência, a Secretaria de Imprensa da Presidência informou ao jornal Estado de S. Paulo e à toda a imprensa que, no encontro, foram tratados temas administrativos e o convite à Rio+20.


Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

Em tempo:

O Estadão mente até ao desmentir :

Dilma nega risco de crise institucional

Artigos Relacionados

terça-feira, 29 de maio de 2012


Collor volta à História.
E acusa Gurgel e Civita






A Veja trocava informação entre o MP e o crime (clique na imagem para assistir ao vídeo)


A partir do R7:

“Eu não deveria ter de volta o meu mandato?”, pergunta Fernando Collor em entrevista


Vinte anos depois da queda, ele admite que foi “arrogante” na presidência


Vinte anos após deixar a Presidência da República por suspeita de corrupção, o hoje senador por Alagoas Fernando Collor de Mello (PTB) concedeu uma entrevista a Paulo Henrique Amorim na Record News em que fala abertamente sobre o assunto. Ele diz que o poder “subiu à cabeça” de seu então tesoureiro Paulo César Farias, o PC Farias; admite que foi “arrogante” no poder e que perdeu o mandato porque ignorou o Congresso Nacional. Inocentado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em 1994, ele questiona: “Eu não deveria ter de volta o meu mandato? É uma questão. É uma pergunta a ser respondida”.


Acusado pelo crime de corrupção passiva, Collor renunciou ao mandato, mas o Congresso ignorou seu pedido e votou pelo impeachment, o que lhe retirou os direitos políticos por oito anos. Dois anos após seu afastamento, em 1994, o STF (Supremo Tribunal Federal) arquivou o processo contra ele “por falta de provas”. Para Collor, sua recondução à cadeira presidencial é uma questão a ser debatida no Brasil.


— Do afastamento ao julgamento foram dois anos em que minha vida foi investigada de cima a baixo. [...] O STF me inocentou de todas as acusações que me foram feitas. Aí vem uma pergunta: se eu perdi o meu mandato com base na suposição de que as denúncias que me faziam eram verdadeiras, onde está o meu mandato que eu perdi quando a mais alta corte de Justiça do País decidiu que aquelas acusações eram falsas? Eu não deveria ter de volta o meu mandato? É uma questão. É uma pergunta a ser respondida.


Sobre seu trabalho na CPMI, Collor volta a dizer que o Procurador-Geral Roberto Gurgel e sua mulher Claudia Sampaio cometeram um crime de improbidade, chegando até a um crime de prevaricação.

Clique aqui para ver o vídeo com o pronunciamento de Collor da tribunal do Senado.

Reagiu também à denúncia feita pela Folha (*) de que estaria perseguindo a mulher de Gurgel porque ela o processa no STF.

Eu nem sabia que ela me processava, disse: “o argumento (da Folha) é tão tosco quanto o português de quem escreveu.”

Paulo Henrique Amorim perguntou o que ele achava da acusação de Gurgel de que os que o acusavam estava preocupados com uma condenação no mensalão.

- Eu, perguntou Collor surpreso ? Eu não visto essa carapuça, ele disse.

Collor repete que a Veja se associou a uma organização criminosa.


Que a Veja e seu dono, Roberto Covita sabiam perfeitamente que lidavam com uma organização criminosa.


Que Roberto Civita é um um analfabeto: “é isso que o doutor Civita é.”


Collor descreveu o modus operandi de Policarpo Junior.


Ele trocava informações que obtinha no Ministério Público com as que obtinha com Carlinhos Cachoeira e nesse intercâmbio a Veja se munia de um poder inadmissível numa sociedade democrática.

Paulo Henrique Amorim relembrou que o Globo publicou celebre editorial – “Roberto Civita não é Murdoch” – para defender a liberdade de imprensa.

E perguntou a Collor se, como proprietário de uma rede comunicação em Alagoas – afiliada da Globo – ao acusar a Veja ele não se sentia, também ameaçado, como o Globo ?

Collor diz que é um incansável defensor da liberdade de expressão.

E que a Veja e seu dono não se beneficiam disso, porque estão acumpliciados ao crime organizado. É outra coisa.

A queda

Relembrando os momentos que antecederam sua queda, Collor admite um erro crucial no auge da crise. Em um discurso para taxistas no Palácio do Planalto, ele pediu que os brasileiros saíssem às ruas em sua defesa vestindo verde e amarelo.


— Na reunião com taxistas [...] eu disse que não iria falar. Terminou o evento e os taxistas começaram a gritar “fala Collor, fala”. Eu me senti estimulado a falar, voltei e falei. E foi quando eu pedi – um erro de avaliação – que no domingo seguinte todos saíssem às ruas de verde e amarelo para mostrar que a democracia no Brasil era maior do que qualquer tentativa de golpe contra o primeiro presidente eleito pelo voto direto depois de 30 anos. E minha solicitação não foi atendida; todos saíram às ruas vestidos de preto.


Collor admitiu que a “arrogância” o fez ignorar o Congresso Nacional e que foi essa falta de apoio a verdadeira razão para sua queda.


— O que na realidade causou a minha saída da presidência da forma como se deu foi a falta de sustentação política no Congresso Nacional. Embora sendo de uma família uma parte política outra parte de diplomatas… Mas na questão política eu não havia aprendido uma coisa: que era o respeito e atenção que o chefe do Poder Executivo deve ter com o Poder Legislativo.


Clique aqui para assistir à primeira parte da entrevista completa.

Ele afirmou que essa não havia sido a primeira vez em que ignorou o Legislativo. Ele já havia feito o mesmo quando foi prefeito de Maceió e governador de Alagoas.


— Não dei a atenção devida. [...] Saí do governo [estadual], me elegi presidente e aquilo foi sedimentando em mim algo nocivo. A arrogância também [...] um certo sentimento de superioridade em relação aos seus semelhantes, que é um erro terrível ao qual eu me penitencio sempre.


Veja X IstoÉ

Collor também nega que a revista Veja o tenha derrubado, apesar da publicação de uma entrevista com Pedro Collor de Mello, em que ele (morto em 1994) acusa o próprio irmão.


— [A revista Veja] acha que foi ela quem causou [meu afastamento], mas não foi, foi a revista IstoÉ. [Foi com a matéria] em que apareceu um motorista que estava lotado no Palácio do Planalto fazendo trabalhos para a minha secretária. Eu não o conhecia, mas foi essa matéria que foi a pedra de toque que levou ao meu afastamento, que mobilizou o Congresso e a população.


O que, portanto, segundo ele, não tira a legitimidade do que faz hoje na CPMI: exige a incriminação de Robert(o) Civita , dono da Veja e seu diretor em Brasília, Policarpo Júnior.

Ele não está fazendo um “acerto de contas”, hoje, porque não foi a Veja a responsável por sua queda, mas a IstoÉ.

Lula e PC Farias

— Subiu à cabeça.


Foi assim que Collor se referiu a PC Farias — também inocentado pelo crime de corrupção passiva — sem o qual “não haveria campanha presidencial” que o elegeu.


— Diferentemente do que pintam dele, ele era uma pessoa extremamente cordata, correta, amiga. Teve um momento em que nos afastamos, quando eu tive algumas comprovações de que ele tinha se deixado levar pela notoriedade que havia ganho, mas o fato é que desde o início acreditou no projeto político.


PC – que foi encontrado morto ao lado da namorada Suzana Marcolino em 1996 – e Collor estreitaram relações quando ele ainda governava Alagoas.


— Eu procurei o Paulo César, contei do projeto que eu tinha e se ele poderia me ajudar. Ele disse “acredito porque conheço você, que é determinado, e a linha que o Brasil necessita é essa”. Ele foi para São Paulo, Rio e Minas e fez os contatos para que tivéssemos uma estrutura mínima de campanha. No segundo turno, a situação mudou porque já havia uma notória divisão de forças, Collor versos Lula.


“Não fui leniente com a corrupção”


Paulo Henrique Amorim lembrou a Collor que foi o delegado Paulo Lacerda da Policia Federal, então dirigida por Romeu Tuma – nomeado por Collor – quem fez uma minuciosa investigação sobre as atividades de PC Farias.


E que Lacerda localizou doações ilegais de grande grupos – como dos Ermírio de Moraes e da empreiteira Andrade Gutierrez – a PC Farias.


E que Collor pessoalmente teria se beneficiado disso.


Amorim lembrou também que Lacerda localizou uma retribuição que sua ministra Zélia Cardoso de Mello recebeu de uma empresa de transporte interestadual, dias depois de autorizar um aumento nas tarifas de transporte interestadual.


Vinte anos depois, de cabelos brancos, ele não admitiria que foi leniente com a corrupção que existiria em seu Governo e que o próprio irmão, Pedro, denunciou na entrevista à Veja ?

Collor rejeita enfaticamente a possibilidade de ter sido leniente.

Lembra, de novo, que foi absolvido pelo Supremo, que não fez restrições ao trabalho da CPI nem tentou impedir a investigação da imprensa.

Ao contrário, ele sempre quis saber se era verdade o que a imprensa dizia do Governo dele.

De acordo com o senador, a eleição em que ele venceu Luiz Inácio Lula da Silva foi a “a última disputa presidencial em que houve uma nítida diferença de programas entre um candidato e outro”.

— Foi no segundo turno de 1989, em que o Lula pregava a presença do Estado, não à privatização e abertura comercial; e eu do lado oposto. Quando a população decidiu pelo meu nome, ela decidiu a favor de um programa de governo. Depois desta eleição, vamos verificar que, em todas elas, a diferença de discurso dos candidatos se estreitou.


Collor conclui a entrevista lembrando que foi eleito presidente da República muito novo, “aos 40 anos e sete meses…”


— E com medida provisória à minha disposição.


Na segunda parte da entrevista a ser exibida na Record News segunda que vem, dia 4 de junho, Collor fala de Fernando Henrique, da privatização – diz que, embora tenha iniciado a desestatização, não venderia a Vale – , elogia o Governo Lula de que foi adversário, fala da Rio+20, ele, que promoveu a Eco-92, diz que voltará na Dilma, se ela for candidata em 2014, e diz como gostaria que o verbete “Presidente Fernando Collor” fosse escrito.



(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

Britto e Gurgel têm
que expulsar Gilmar


Diante da indignação de Lula com a mentira de Gilmar Dantas (*) e da ainda que remota possibilidade de Gilmar ter usado o jatinho do Carlinhos, não resta alternativa.

Como sempre souberam Dalmo Dallari e este ansioso blogueiro – clique aqui para ler “Gilmar e Ali Kamel – como PHA se defendeu” – Gilmar Dantas (*) não tem condições técnicas nem morais para ser Ministro da Suprema Corte.

Gilmar é o maior legado que Fernando Henrique Cardoso deixou: e olha que ele presidiu a Privataria tucana !

Não é à toa que, quando em perigo, o Padim Pade Cerra bradou “meu Presidente!”, em busca de socorro.

Segundo Demóstenes, “Gilmar mandou buscar” ação judicial que beneficiava o Carlinhos.

“Gilmar intimou Demóstenes a comparecer a um jantar”.

Gilmar recebeu o Perillo e o Leréia – jóias do goiano tucanato – para instalar uma fábrica de amianto em Goiás.

Sem falar no menosprezo ao vídeo do jornal nacional que comprovava que o passador de bola passava bola: o segundo HC em 48 horas, que entrou para a História da Magistrartura Universal como o HC Canguru !

Sem esquecer que esse trio do barulho (mas sem áudio), Gilmar-Robert(o) Civita-Demóstenes já produziu o grampo sem áudio que defenestrou Paulo Lacerda, tirou Danial Dantas da forca e acobertou a Privataria Tucana.

Os três tocam (sem áudio) de ouvido.

Esses fatos são de conhecimento do mundo mineral, diria o Mino, que tem especial apreço pelo Gilmar – que o processou – e pelo  passador de bola, que o processou através do escritório de Márcio Thomaz Bastos.

Todos eles comprovam a profética acusação do Ministro  Joaquim Barbosa, naquele histórico vídeo: Gilmar tem capangas e desonra a Justiça brasileira.

Por isso, parece a este ansioso blogueiro inevitável que Ayres Britto, que depois de quatro sombrios anos, abriu a janela do Supremo para o sol entrar, é inevitavel que Ayres Britto inicie um processo disciplinar contra Gilmar, por falta de decoro, e promova o seu impedimento.

O mesmo deve fazer o Ministério Público Federal.

Com ou sem o brindeiro e sua mulher.

Este ansioso blogueiro conversou nesta segunda-feira em Brasília com Procurador da República, que disse: se ele mentiu e se andou no avião do Carlinhos, eu entro com uma ação contra ele.

Bendita CPI !

Collor chama de “ação criminosa” o que o brindeiro e a mulher fizeram.

E como chamar a  nova face cachoeirense do Gilmar, exposta pela CPI ?

Expulso o Gilmar, em nome da probidade, o Supremo julga logo o  mensalão,  que está por provar-se.

E este ansioso blogueiro quer ver o Supremo condenar o Jose Dirceu sem provas.

Em seguida, o Supremo legitima a Satiagraha e devolve o passador de bola à suíte que o espera no PF Hilton.

O Ministro Joaquim Barbosa, naquele histórico vídeo, errou num ponto.

Gilmar não é o que é só com os capangas.

Ele trata o Brasil como trata capangas.

E de hubris, Prometeu perdeu o fígado.

Clique aqui para ler “PT vai para cima de Gilmar”.

E aqui para ler “Johnbim chama Gilmar de mentiroso, de novo”.


Paulo Henrique Amorim

Johnbim chama Gilmar de mentiroso, de novo


Assim, a Catanhêde acreditava nele
Saiu no Zero Hora depois de sair no Estadão (e numa versão “mexerico da Candinha”, no Globo):

Jobim falou com ZH no domingo à tarde, por telefone, enquanto se dirigia ao aeroporto, no Rio, de onde regressaria a Brasília.


Zero Hora — Lula pediu ao ministro Gilmar Mendes o adiamento do julgamento do mensalão?

Nelson Jobim — Não. Não houve nenhuma conversa nesse sentido. Eu estava junto, foi no meu escritório, e não houve nenhum diálogo nesse sentido.


ZH — Sobre o que foi a conversa?

Jobim — Foi uma conversa institucional. Lula queria me visitar porque eu havia saído do governo e ele queria conversar comigo. Ele também tem muita consideração com o Gilmar, pelo desempenho dele no Supremo. Foi uma conversa institucional, não teve nada nesses termos que a Veja está se referindo.


ZH — Por quanto tempo vocês conversaram?

Jobim — Em torno de uma hora. Ele (Lula) foi ao meu escritório, que fica perto do aeroporto.


ZH — Em algum momento, Lula e Mendes ficaram a sós?

Jobim — Não, não, não. Foi na minha sala, no meu escritório. Gilmar chegou antes, depois chegou Lula. Aí, saiu Lula e Gilmar continuou. Ficamos discutindo sobre uma pesquisa que está sendo feita pelo Instituto de Direito Público, do Gilmar. Foi isso.


ZH — Depois que Lula saiu, o ministro fez algum comentário com o senhor sobre o teor da conversa?

Jobim — Não. Não disse nada. Só conversamos sobre a pesquisa, para marcar as datas de uma pesquisa sobre a Constituinte.


ZH — Lula pediu para o senhor marcar um encontro com Mendes?

Jobim — Sim. Ele queria me visitar há muito tempo. E aí pediu que eu chamasse o Gilmar, porque gostava muito dele e porque o ministro sempre o havia tratado muito bem. Queria agradecer a gentileza do Gilmar. Aí, virou essa celeuma toda.


ZH — Há quanto tempo o encontro estava marcado?

Jobim — Foi Clara Ant, secretária do Lula, quem marcou. Lula tinha me dito que queria me visitar há um tempo atrás. Um dia me liga a secretária, dizendo que ele iria a Brasília numa quarta-feira (25 de abril) e que, na quinta, queria me visitar e ao ministro Gilmar. Ele apareceu lá por volta das 9h30min, 10h. Foi isso.


ZH — Se não houve esse pedido de Lula ao ministro, como se criou toda essa história?

Jobim — Isso você tem de perguntar a ele (Gilmar), e não a mim.


ZH — O senhor acha que Mendes pode estar mentindo?

Jobim — Não. Não tenho nenhum juízo sobre o assunto. Estou fora disso. Estou te dizendo o que eu assisti.


ZH — Veja disse que o senhor não negou o teor da suposta conversa. Por que o senhor não negou antes?

Jobim — Como não neguei? Me ligaram e eu disse que não. Eu disse para a Veja que não houve conversa nenhuma.

Clique aqui para ler “PT vai pra cima do Gilmar”.

Aqui para ler “Britto e Gurgel têm que expulsar Gilmar”.

E aqui para ler “Lula, indignado, chama Gilmar de mentiroso”.
Navalha

Enquanto foi Ministro da Defesa, a Eliana Catanhêde acreditava piamente no que o Nelson Johnbim dizia.
Agora, quando ele chama o Gilmar de mentiroso repetidamente, a Catanhêde, na página
dois da Folha (*) – onde só se recomenda ler o Safatle e o Delfim – não acredita mais no Johnbim.
Acredita no Gilmar.
Foi o que deu ir trabalhar na GloboNews: esqueceu dos amigos.




Paulo Henrique Amorim

Sancionada lei que criminaliza exigência de cheque caução


BRASÍLIA - O Diário Oficial da União publica nesta terça-feira a lei que torna crime a exigência de cheque caução para atendimento médico de urgência. A lei, de autoria dos ministérios da Saúde e da Justiça, altera o Código Penal de 1940 e tipifica a exigência como crime de omissão de socorro. A prática de exigir cheque caução já é enquadrada como omissão de socorro ou negligência, mas não existia uma referência expressa sobre o não atendimento emergencial.
A nova lei entra em vigor a partir de hoje. A pena é de detenção de três meses a um ano e multa para os responsáveis pela prática de exigir cheque caução, nota promissória ou qualquer garantia, inclusive o preenchimento prévio de formulários administrativos, como condição para o atendimento médico-hospitalar emergencial. A pena pode ser aumentada até o dobro, se da negativa de atendimento resultar lesão corporal de natureza grave, e até o triplo se resultar em morte.
Os hospitais particulares ficam obrigados a afixar, em local visível, cartaz ou equivalente, com a seguinte informação: "Constitui crime a exigência de cheque caução, de nota promissória ou de qualquer garantia, bem como do preenchimento prévio de formulários administrativos, como condição para o atendimento médico-hospitalar emergencial, nos termos do Artigo 135-A do Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal."
O Poder Executivo ainda regulamentará a lei. A proposta foi apresentada pelo governo federal um mês após a morte do secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira, 56 anos, vítima, em janeiro passado, de um infarto depois de ter procurado atendimento em dois hospitais privados de Brasília. Segundo a família, as instituições teriam exigido cheque caução.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

A força da imagem do PT.
E para que serve o mensalão


Na Carta Capital desta semana, Marcos Coimbra escreve importante artigo sobre
 os resultados de recente pesquisa da Vox Populi que dirige.

Uma pesquisa de âmbito nacional sobre o sistema partidário do Brasil.

48% dos entrevistados disseram simpatizar com algum partido.

Mas, 80% se restringiram a apenas três.

O PT, com 28% das respsotas.

O PMDB com 6%.

E o PSDB com 5%.

Conclui Marcos Coimbra:

“É com essa imagem e a força da aprovação de suas principais 
lideranças
 que o PT se prepara para enfrentar os difíceis dias em que o coro da
 indústria de comunicação usará o julgamento do mensalão para 
 desgastá-lo. 
Conseguirá ?”
Navalha
Conclui-se que o “coro da indústria de comunicação” é mais importante do que os 5% do PSDB.
Este ansioso blogueiro duvida que o Supremo condene o José Dirceu – e, do ponto de vista político, ou seja, da imagem do PT, da Dilma e do Lula, o que interessa no mensalão é o destino do José Dirceu.
Logo, o mensalão não vai arranhar “a força da imagem do PT”, como diz Coimbra.
E a estratégia de convocar a CPI para desmoralizar o Golpe do Mensalão deu certo.
A Veja, o brindeiro, os tucanos, o Demóstenes e o Gilmar foram irremediavelmente atingidos.
Especialmente depois desse Golpe do João Sem Braço em que se meteram o Gilmar Dantas (*) e a Veja – clique aqui para ler “Gilmar tem que
 processar Lula e chamar Johnbim de testemunha”;  aqui para ler “Por 
que Gilmar foi tão audacioso?”; aqui para ler “Gilmar e Cachoeira têm o
 mesmo personal araponga”; e aqui para ler “Francischini, o novo valentão do PiG”.



Paulo Henrique Amorim

Inscrições para o Enem 2012 começam nesta segunda-feira

 
 
São Paulo – Inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2012 começam a partir das 10h de hoje (28) e vão até 15 de junho. O valor da taxa é de R$ 35, que podem ser pagos atá 20 de junho.
Interessados devem acessar o site do Enem para a inscrição. Alunos concluintes do ensino médio pela rede pública em 2012 e pessoas em situação socieconômica vulnerável, mediante a comprovação com documentos, podem solicitar a isenção da taxa pelo próprio sistema de inscrição.
O candidato deve fornecer o número de CPF e número do documento de identidade (RG), além de outros dados pessoais, como endereço e instituição de ensino. As pessoas com deficiência deverão informar suas necessidades especiais no ato da inscrição. O Inep dispõe de provas diferenciadas, intérpretes, salas de aula e mobiliário apropriado. Candidatos que estão internados e recebem aulas em hospitais poderão realizar a prova no próprio centro médico, desde que suas condições estejam especificadas no formulário de inscrição.
O desempenho no Enem poderá ser usado nos programas de bolsa de estudos (Prouni) e de financiamento estudantil (Fies) – entre outros programas do Ministério da Educação, como o Ciência sem Fronteiras – ou por estudantes interessados em obter a certificação de conclusão do ensino médio. Para tanto, é necessário tirar nota mínima de 450 nas quatro provas, 500 na redação e indicar uma das instituições autorizadas a receber dados cadastrais e resultados de candidatos.
As provas do Enem deste ano serão aplicadas no primeiro final de semana de novembro, nos dias 3 e 4. O exame tem quatro provas objetivas, cada uma com 45 questões de múltipla escolha e uma redação.  No primeiro dia, serão aplicadas as provas de Ciências Humanas e suas Tecnologias (História, Geografia, Filosofia e Sociologia) e de Ciências da Natureza e suas Tecnologias (Química, Física e Biologia).
As provas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias (Língua Portuguesa, Literatura, Inglês ou Espanhol, Artes, Educação Física, tecnologias da informação e comunicação), Matemática e suas Tecnologias e também a redação serão feitas no segundo dia.
Mais informações podem ser obtidas no edital do Enem 2012.
o Paulo – Inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2012 começam a partir das 10h de hoje (28) e vão até 15 de junho. O valor da taxa é de R$ 35, que podem ser pagos atá 20 de junho.
Interessados devem acessar o site do Enem para a inscrição. Alunos concluintes do ensino médio pela rede pública em 2012 e pessoas em situação socieconômica vulnerável, mediante a comprovação com documentos, podem solicitar a isenção da taxa pelo próprio sistema de inscrição.
O candidato deve fornecer o número de CPF e número do documento de identidade (RG), além de outros dados pessoais, como endereço e instituição de ensino. As pessoas com deficiência deverão informar suas necessidades especiais no ato da inscrição. O Inep dispõe de provas diferenciadas, intérpretes, salas de aula e mobiliário apropriado. Candidatos que estão internados e recebem aulas em hospitais poderão realizar a prova no próprio centro médico, desde que suas condições estejam especificadas no formulário de inscrição.
O desempenho no Enem poderá ser usado nos programas de bolsa de estudos (Prouni) e de financiamento estudantil (Fies) – entre outros programas do Ministério da Educação, como o Ciência sem Fronteiras – ou por estudantes interessados em obter a certificação de conclusão do ensino médio. Para tanto, é necessário tirar nota mínima de 450 nas quatro provas, 500 na redação e indicar uma das instituições autorizadas a receber dados cadastrais e resultados de candidatos.
As provas do Enem deste ano serão aplicadas no primeiro final de semana de novembro, nos dias 3 e 4. O exame tem quatro provas objetivas, cada uma com 45 questões de múltipla escolha e uma redação.  No primeiro dia, serão aplicadas as provas de Ciências Humanas e suas Tecnologias (História, Geografia, Filosofia e Sociologia) e de Ciências da Natureza e suas Tecnologias (Química, Física e Biologia).
As provas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias (Língua Portuguesa, Literatura, Inglês ou Espanhol, Artes, Educação Física, tecnologias da informação e comunicação), Matemática e suas Tecnologias e também a redação serão feitas no segundo dia.
Mais informações podem ser obtidas no edital do Enem 2012.
Depois dos bancos, Dilma promete encarar montadoras 
Foto: Divulgação

Depois dos bancos, Dilma promete encarar montadoras

Presidente pretende abrir caixa-preta dos fabricantes de veículos e forçá-los a reduzir margens de lucro

27 de Maio de 2012 às 10:16
247 – Depois de comprar uma briga com o setor financeiro, na questão das taxas de juros, a presidente Dilma Rousseff tem agora um novo alvo: as montadoras de automóveis que, segundo ela, recebem incentivos exagerados do governo federal e não os transferem aos consumidores. O carro brasileiro é um dos mais caros do mundo. Leia, abaixo, reportagem da Folha sobre o tema:
Dilma quer abrir 'caixa-preta' de montadoras e cortar lucros
Governo avalia que dá incentivos ao setor sem conhecer sua situação financeira
Para o Planalto, as margens de lucro são altas e deixam os carros nacionais muito caros em relação aos demais
NATUZA NERY
DE BRASÍLIA
EDUARDO SODRÉ

EDITOR-ADJUNTO DE “VEÍCULOS”
Após a batalha da presidente Dilma Rousseff contra os juros dos bancos, o governo abrirá em breve outro front: quer que as montadoras de veículos no país abram as contas e margens de lucro.
O Executivo avalia que dá incentivos a um setor sem conhecer a real situação financeira das fabricantes. Por isso, deseja "sair do escuro" e, eventualmente, cobrar reduções mais agressivas de preços, sobretudo, quando houver incentivos federais, como os anunciados na segunda.
Por lei, companhias de capital fechado, a maioria do setor, não são obrigadas a divulgar seus balancetes.
Interlocutores de Dilma disseram à Folha que, após as medidas emergenciais para reduzir os estoques de carros, o próximo passo é atuar para, se for o caso, reduzir o "spread" das montadoras.
Trata-se de uma investida semelhante à do Planalto junto aos bancos, ação que teria rendido, conforme pesquisas extraoficiais de opinião, alguns pontos percentuais a mais na aprovação de Dilma.
Procurada, a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automores) não quis se pronunciar.
Integrantes da cúpula do governo estão convencidos de que o carro brasileiro é caro não só pelo elevado nível de imposto (cerca de 30%, conforme Anfavea). Afirmam que, se os custos nacionais são altos, a margem de lucro das fabricantes também é. Em 2009, sob o impacto da crise externa, houve prejuízo das montadoras em suas sedes, mas não no Brasil.
Representantes do setor serão chamados a Brasília para negociar a abertura de contas, e medidas legais podem torná-la obrigatória. O clima não é de guerra, mas a diferença de preços de carros no país e no mundo incomoda.
Na Argentina, o Renault Duster 2.0 4x4 é vendido pelo equivalente a R$ 56.883. No Brasil, custa R$ 61.470. Em parte, essa diferença é explicada pela carga tributária e pelo "custo Brasil" (logística e mão de obra). Mas estudos de consultorias apontam lucro até duas vezes superior à média mundial.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

                             Como agradar uma mulher


É muito simples... Acompanhe:
Para agradar uma mulher é muito importante não esquecer datas.
A data do aniversário, noivado, casamento, formatura, menstruação, a data do primeiro beijo....
E também:
  O aniversário da tia, irmão ou irmã mais querida, aniversário dos avós, da melhor amiga, do cachorro e do gato.
Como ganhar pontos com a mulher:
•Você faz a cama(+1)
•Você deixa a tampa da privada levantada(-5)
•Você troca o papel higiênico que acabou(+2)
•Você vai ao mercado só pra comprar papel higiênico(+5)
•Na chuva(+8)
•Mas retorna com cerveja(-15)
1) Tarefas simples...
•Você levanta de noite, pois ela ouviu um barulho estranho(0)
(Obs: Quando a pontuação é 0, significa que você não tá fazendo mais que a sua obrigação).
•Você levanta de noite, mas o barulho não foi nada(0)
•Você levanta de noite e o barulho era de um rato(+5)
•Você mata o rato(+10)
2) Social...
•Você fica ao lado dela a festa inteira(0)
•Você vai beber ao lado dos amigos(-2)
•Entre os amigos está uma mulher chamada Fernandinha(-4)
•Fernandinha é loira e magra(-16)
•Fernandinha o conhece(-180)
3) O aniversário dela...
•Você a leva para jantar fora(0)
•Leva para jantar fora e não é o restaurante de sempre(+1)
•É o restaurante de sempre(-2)
•É um boteco(-3)
•É um boteco e a TV está mostrando futebol(-10)
4) Passeios com amigos...
•Você sai com um amigo(-5)
•O amigo é solteiro(-14)
•O amigo é cheio de namoradas(-27)
•O amigo dirige um conversível(-180)
•A Fernandinha vai junto!!!(-500)
5) Uma noite fora...
•Você a leva para o cinema(+2)
•Para ver um filme que ela gosta(+4)
•Para ver um filme que ela gosta e você odeia(+6)
•Você a leva para ver um filme que você gosta(-2)
•O filme se chama 'O massacre da serra elétrica III'(-13)
•Você mentiu e disse q seria um filme francês de amor(-135)
•Na saída do cinema você encontra a Fernandinha e ela faz aquela cena: "Queriiiiiiiidooooo, há quanto tempo!!!"(-750)
6) Grandes questões...
•Ela pergunta 'Eu estou gorda?'(-1)(é, você perde um ponto de qualquer jeito!)
•Você pensa antes de responder(-10)
•Você diz que não(-35)
•Você diz que gosta dela mesmo que ela esteja gorda(-280)
•Você faz comentários a respeito do corpo da Fernandinha(-450)
7) Comunicação... (ela quer contar algo)
•Você ouve com uma expressão atenta(0)
•Você ouve por mais que 30 minutos(+5)
•Ouve por mais q 30 minutos s/ olhar para a TV(+10)
•Ela percebe que você está dormindo de olhos abertos(-320)
•Você balbucia o nome da sua querida amiga "Fe...Fernandinha", enquanto está dormindo de olhos abertos(-1.000.000 + divórcio e pensão pro resto da vida).

Você percebeu que agradar uma mulher é realmente muuuuuuuuuuuuuuiiiiiiito fácil!!!
Basta um pouco de boa vontade ...
Entendeu ??!! ...

Resumindo, para fazer uma mulher feliz é muito fácil. Só é necessário ser:
01) Amigo
02) Companheiro
03) Amante
04) Irmão
05) Pai
06) Chefe
07) Educador
08) Cozinheiro
09) Mecânico
10) Canalizado
11) Decorador de Interiores
12) Estilista
13) Eletricista
14) Sexólogo
15) Ginecologista
16) Psicólogo
17) Psiquiatra
18) Terapeuta
19) Audaz
20) Simpático
21) Esportista
22) Carinhoso
23) Atencioso
24) Cavalheiro
25) Inteligente
26) Imaginativo
27) Criativo
28) Doce
29) Forte
30) Compreensivo
31) Tolerante
32) Prudente
33) Ambicioso
34) Capaz
35) Valente
36) Decidido
37) Confiável
38) Respeitador
39) Apaixonado
40) Sensível

Muito legal, não?

A CPI no rumo certo:
Globo, Gilmar e Cerra

Como se sabe, existe a CPI do PiG (*).

Aquela em que os senadores Catão dos Pinhais e a Kátia Abreu brilham no jornal nacional.

Aquela que o PiG ora quer transformar em pizza.

Ora quer reativar, com o encarceramento do Agnello e do Cabralzinho.

Mas, existe a verdadeira CPI que jorra dos vazamentos e nos desvãos da CPI global.

É a CPI que “saiu do controle”, que todo mundo vai ver, independente do resultado final.

Como se sabe, por exemplo, a CPI dos Bingos jamais ouviu um único bicheiro ou dono de bingo.

Foi para montar o mensalão que está por provar-se.

E o ex-prefeito de Anápolis, na TV Record, já melou o mensalão.

A CPI da Nike indiciou o Mr Teixeira did you accept the bribe onze vezes e onze vezes ele foi absolvido na Justiça do Rio.

(Por falar nisso, por onde anda Mr Teixeira ? Será que o Galvão sabe do paradeiro ?)

Esta CPI já foi valiosa, independente do PiG (*) e do destino que lhe queira dar.

Já fechou a Veja, que se torna a Visão contemporânea.

Já desmoralizou o Robert(o) Civita – quantos passaportes ele tem, mesmo ?, perguntaria o Brizola.

Já mostrou que o Procurador Geral da República tinha uma estratégia, sim.

Inconfessável: “Maierovitch: quem acredita no Gurgel?”.

Já mostrou também que o ex-Supremo Presidente Supremo do Supremo, Gilmar Dantas (**) tem duas questões a esclarecer ao distinto público:

- o que significa o Demóstenes dizer “o Gilmar mandou subir” ?
– e do que se tratou no jantar que o Gilmar intimou o Demóstenes a aceitar ?

Agora, finalmente, a CPI toma rumos certos.

Poderá dissipar essas duvidas que pairam sobre o mais alto Judiciário: um PGR e um Ministro do Supremo.

E sobre a margarida que finalmente apareceu.

Antes, se imaginava que o papel do jornal nacional era transformar em Chanel # 5 o detrito sólido de maré baixa que o Cachoeira plantava na Veja.

Agora, começam a surgir os sinais mais claros de que, talvez, quem sabe ?, o Cachoeira plantasse no próprio jornal nacional e ramificações.

Diz o Mino Carta, sempre atento aos movimentos do que chama de “mídia nativa”: provavelmente, os “deslizes” do jornal nacional sejam em menor monta do que os da Veja.

Pudera !

Em qualquer lugar do mundo a Veja já teria sido fechada.

De maior ou menor monta, a batata do Ali Kamel assa:

“Quem é o Doni da Globo que fala com o Dadá ?”

Outro rumo inexorável da CPI, ou do que dela vazar e jorrar,  será a exposição das atividades da Delta em São Paulo, em plena temporada eleitoral:

“CPI: relator quer levar Delta a Cerra”

A Delta deve ter “investido” na São Paulo do Padim Pade Cerra mais do que “investiu” em Goiás.

Sabe como é, amigo navegante, tudo é grande em São Paulo: até o “Caracazo”.

Provavelmente, o amigo navegante não lerá no PiG (*) nada que incomode a Globo, o Padim Pade Cerra e seu fidelíssimo aliado, o Paulo Preto.

Não tem a menor importância.

Oitenta por cento dos brasileiros hoje se informam mais pela internet do que pelo PiG (*).

O Jurassic Park só resiste na telinha da Globo.

E é por isso que o Michel Temer fez aquele pacto sinistro com a Globo.

Veja bem, amigo navegante.

Como os dinossauros se aproximam da cratera que os engolirá: o Dr. Roberto tratava direto com o Presidente da República.

Os filhos do Dr. Roberto – eles não têm nome próprio – agora fazem acordo com o vice.

Eles também são vice.

Que não manda nada.


Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Clique aqui para ver como um eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews  e da CBN se refere a Ele.

quarta-feira, 23 de maio de 2012


Filho da Kátia Abreu e mais 54 votam contra PEC do Trabalho Escravo, mas perdem

A Câmara dos deputados aprovou na terça-feira (22), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 438/01, que permite a expropriação de imóveis rurais e urbanos onde a houver exploração de trabalho escravo.

Esses imóveis serão destinados à reforma agrária ou a programas de habitação popular.


A proposta é oriunda do Senado e, como foi modificada na Câmara, volta para exame dos senadores.


Foram 360 votos a favor. Para aprovar eram necessários 308 votos.


Votaram contra 55 deputados (soma de Não + abstenção + obstrução), entre eles o deputado Irajá Abreu (PSD-TO), filho da senadora Kátia Abreu (PSD-TO).


Dois tucanos e dois pedetistas votaram contra.


Total de parlamentares por partido que votaram contrários a acabar com o trabalho escravo:


PSD: 15

PMDB: 15
DEM: 6
PP: 5
PR: 4
PTB: 3
PSDB: 2
PDT: 2
PSC: 2
PHS: 1

Nome aos bois:


Eis a lista de quem votou contra acabar com o trabalho escravo:



Partido Parlamentar UF Voto
DEM Abelardo Lupion PR Não
DEM Jairo Ataide MG Abstenção
DEM Lira Maia PA Não
DEM Luiz Carlos Setim PR Não
DEM Paulo Cesar Quartiero RR Não
DEM Ronaldo Caiado GO Não
6


PDT Giovanni Queiroz PA Não
PDT Marcos Rogério RO Obstrução
2


PHS José Humberto MG Não
1


PMDB Alceu Moreira RS Não
PMDB André Zacharow PR Não
PMDB Antônio Andrade MG Não
PMDB Asdrubal Bentes PA Abstenção
PMDB Carlos Bezerra MT Abstenção
PMDB Edio Lopes RR Não
PMDB Eduardo Cunha RJ Abstenção
PMDB Genecias Noronha CE Abstenção
PMDB João Magalhães MG Abstenção
PMDB Joaquim Beltrão AL Abstenção
PMDB Júnior Coimbra TO Não
PMDB Marinha Raupp RO Não
PMDB Valdir Colatto SC Não
PMDB Washington Reis RJ Abstenção
PMDB Wilson Filho PB Abstenção
15


PP Beto Mansur SP Não
PP Carlos Magno RO Não
PP Lázaro Botelho TO Abstenção
PP Luis Carlos Heinze RS Não
PP Nelson Meurer PR Não
5


PR Aelton Freitas MG Abstenção
PR Bernardo Santana de Vasconcellos MG Não
PR João Carlos Bacelar BA Abstenção
PR Wellington Fagundes MT Abstenção
4


PSC Nelson Padovani PR Não
PSC Zequinha Marinho PA Abstenção
2


PSD Diego Andrade MG Abstenção
PSD Eduardo Sciarra PR Não
PSD Eliene Lima MT Abstenção
PSD Francisco Araújo RR Não
PSD Guilherme Campos SP Não
PSD Hélio Santos MA Abstenção
PSD Homero Pereira MT Não
PSD Irajá Abreu TO Não
PSD Júlio Cesar PI Abstenção
PSD Junji Abe SP Abstenção
PSD Marcos Montes MG Não
PSD Moreira Mendes RO Abstenção
PSD Onofre Santo Agostini SC Abstenção
PSD Raul Lima RR Não
PSD Ricardo Izar SP Abstenção
15


PSDB Berinho Bantim RR Não
PSDB Carlos Brandão MA Abstenção
2


PTB Jovair Arantes GO Abstenção
PTB Magda Mofatto GO Abstenção
PTB Nelson Marquezelli SP Não
3


55




Veja como votou seu parlamentar:


A lista completa de votação por partido pode ser vista
aqui.
A lista completa de votação ordenada por estados, aqui.

Volta ao Senado e regulamentação


A proposta é oriunda do Senado e, como foi modificada na Câmara, volta para exame dos senadores.


No decorrer da semana, será criada uma comissão mista de cinco senadores e cinco deputados para discutir a elaboração de um projeto de lei que regulamente a PEC, para não deixar margem de dúvida sobre o que é considerado trabalho escravo, e os trâmites da expropriação. (Mais informações na
Agência Câmara)

Mensalão: advogados
tiram faca do pescoço do STF


Advogados de réus no mensalão – o que está por provar-se – escreveram uma carta aberta
 aos Ministros do STF.

Não é preciso ser um colonista (*) do PiG (**) nem de Ilustrada consultora jurídica para 
entender que se trata de um ato político de extrema relevância.

Abrir espaço político e intelectual para que a Lei se faça – ou seja, que os juízes possam 
julgar em paz, segundo o figurino.

Nos autos.

E, não, no PiG (**).

Sem a pressão dos mervais pigais.

Que querem manter o Peluso na Corte, na vã ilusão de que o Ministro Peluso vá condenar o 
José Dirceu sem provas.

Os advogados tiraram a “faca do pescoço” dos Ministros.

E deram à Nação a confiança de que esse julgamento não será diferente dos outros – nem
 no processo nem no mérito.

Os culpados serão punidos.

Os inocentes, inocentados.

E quem julga não é a Globo.

Nem a Globo marca a data do julgamento – e quando marca, marca para a data errada.

Todos os réus terão amplo direito de defesa.

Não é assim numa democracia ?

Faca no pescoço não é instrumento jurídico.

É crime.

Coisa de meliante.

Em tempo: para variar, a Folha (***) errou: o Kakay também assinou a nota. A Folha (***) 
é que consultou a versão errada. Folha e Globo – são uns errados. E que não tem mais 
faca nenhuma. Nem nos dentes nem em outro lugar.

Paulo Henrique Amorim

Leia a seguir a nota dos advogados:












(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (**) que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta  costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse  pessoal aí.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(***) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.