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segunda-feira, 23 de maio de 2011



Tornado provoca destruição em cidade do Missouri, nos EUA

Pelo menos 89 pessoas morreram, segundo a prefeitura do município.
Autoridades locais afirmam que um hospital foi atingido pelo tornado.

Do G1 com agências internacionais*
Um tornado atingiu neste domingo (22) a cidade de Joplin, em Missouri, nos Estados Unidos, devastando casas, departamentos comerciais e um hospital. Pelo menos 89 pessoas morreram, segundo informações da prefeitura do município à imprensa americana.
Tornado devasta cidade de Joplin. Helicoptero é arrastado (Foto: AP)Tornado devasta cidade de Joplin. Helicoptero é arrastado (Foto: AP)
Muitos dos prédios públicos da cidade ficaram gravemente danificados, especialmente dois colégios de ensino fundamental e médio, assim como o hospital regional St. John, que ficou praticamente destruído.
Testemunhas asseguraram à imprensa que o hospital foi golpeado diretamente, não parcialmente, pelo tornado, e várias de suas alas sofreram incêndios.Segundo as autoridades locais, os estragos provocados pelo tornado podem ser comparados à devastação sofrida pela localidade de Tuscaloosa, no Alabama, no mês passado, onde morreram 30 pessoas.
Os veículos de emergência trabalham por toda a cidade para ajudar as pessoas presas e recolhem os cidadãos feridos a fim de levá-los para os hospitais mais próximos.
Tornado devasta cidade nos Estados Unidos (Foto: AP)Tornado devasta cidade nos Estados Unidos (Foto: AP)
O jornal local da cidade, que conta com cerca de 50 mil habitantes, "Joplin Globe", narra em seu site o aspecto desolador que o tornado deixou, com as ruas praticamente impraticáveis por causa da queda de árvores e de postes da luz.
Um caçador de tornados, Steve Polley, disse à "CNN" que a situação de Joplin era irreconhecível, e que tinha acontecido uma "completa devastação".
O tornado que se abateu sobre Joplin faz parte de uma cadeia de tempestades que atravessou neste domingo (22) alguns estados do meio oeste dos Estados Unidos, como Wisconsin, Minnesota e Missouri.
Em Minneapolis, os tornados provocaram o fechamento de estradas e rodovias devido à queda de árvores e fios elétricos, além de ter provocado escapamentos de gás e destruições de casas.As autoridades advertiram que os tornados continuarão nas regiões próximas do meio oeste do país, e recomendaram à população buscar abrigo.
Homem socorre jovem garota que teve a casa atingida pelo tornado na cidade de Joplin (Foto: AP)Homem socorre jovem garota que teve a casa atingida pelo tornado na cidade de Joplin (Foto: AP)
(*com informações da Efe e AP)

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Em manchete, Folha diz que empresa financiou campanha da Dilma. Escondido na parte interna do jornal, a Folha avisa:doou para José Serra também

A Folha encerrou a lua de mel com a presidente Dilma.

Ainda sobre o assunto Palocci, eu gostaria de chamar atenção dos meus queridos leitores para a canalhice da Folha de São Paulo. O jornal fez chamada de capa no site online, estampou manchete no jornal impresso, tudo em tom sensacionalista ."O grupo WTorre, que fechou negócios com fundos de pensão de estatais e com a Petrobras, foi um dos clientes da empresa de consultoria do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci.
A empreiteira também fez doações de campanha a Palocci (R$ 119 mil), em 2006, e a Dilma Rousseff no ano passado"....Aqui o jornal esqueceu do José Serra...
O leitor desavisado imagina tratar-se de um baita escândalo...Quando,de repente,lê no rodapé da página do jornal, bem escondidinho:"Em 2010, além da doação à campanha de Dilma Rousseff, da qual Palocci era coordenador, também houve doação para o tucano José Serra (R$ 300 mil), adversário na disputa. Leram? Agora leitor, preste atenção de quanto foi a doação para o minitro Palocci: (R$ 119 mil). Atente de quanto foi a doação para José Serra (PSDB),R$ 300 mil!
Na segunda manchete sensacionalista, bem aprópriada para jornalismo marrom, a Folha mancheteou"Empresa de Palocci faturou R$ 20 mi no ano da eleição"
Mas na parte interna  e só para quem assina, o jornal,  avisa:"
A legislação brasileira permite que parlamentares mantenham atividades privadas como a consultoria de Palocci mesmo durante o exercício do mandato"
O que quer a Folha afinal?
Mais uma vez a Folha, aliada a Globo, sai com denuncismo vázio contra autoridade do governo e principalmente se for alguém que não é bem vindo pelo meio jornalístico. É um jogo baixo e sem sentido, só serve para gerar instabilidade no País.

Lula: esquerda governa com mais competência

O ex-presidente Lula disse durante o XVII Fórum de São Paulo, que a esquerda provou que é capaz de governar com "mais competência" do que a direita na América Latina.

"Provamos que a esquerda governa com mais competência do que a direita, que governou durante" muitos anos, disse Lula para mais de 150 líderes da esquerda latino-americana que participam do evento, em Manágua, capital da Nicarágua.

Lula citou como exemplo as políticas econômicas que promoveu durante seu mandato para erradicar a pobreza e melhorar o nível de vida da classe média. Lula disse que é necessário promover "uma discussão mais profunda" sobre o desenvolvimento das forças de esquerda para "fortalecer os partidos políticos, construir alianças e vencer eleições".

Lula assinalou que a esquerda deu grandes passos desde a constituição do Fórum de São Paulo, em 1990, o que lhe permitiu chegar, pela via democrática, ao governo de muitos países do continente.

Há 20 anos era difícil imaginar que algum dia "um índio" como Evo Morales conquistaria o poder na Bolívia, ou que a esquerda governaria potências econômicas como Argentina e Brasil.

Segundo Lula, o Partido Comunista de Cuba foi crucial para forjar esta unidade e a Frente Sandinista da Nicarágua, do presidente Daniel Ortega, "é a força democrática mais viva, que mais evoluiu" no hemisfério.

Lula presidiu o primeiro dia de debates do Fórum de São Paulo, junto ao presidente Ortega, ao ex-presidente de Honduras Manuel Zelaya e a outros dirigentes da esquerda.
Aconteceu em
20 de maio
   
  1743 - Dia do Abertura  
 
Nasce, no cativeiro, Toussaint Louverture, 1º líder da rebelião vitoriosa dos escravos do Haiti contra o escravismo e o domínio francês. Notável general, deverá o nome Abertura às brechas que abre nas filas inimigas.
Louverture em
tela haitiana
 
 
1506:
Morre em Valladolid, Espanha, Cristóvão Colombo, que descobriu a América para os europeus.
   
1902:
Cuba, sob ocupação militar dos EUA, proclama a República.
   
1968:
Greve geral na França. A rebeldia estudantil e operária ecoa no Brasil e no mundo.
   
1980:
Greve estudantil contra o capitão-reitor da UnB José Carlos Azevedo (Brasília).
   
1986:
300 trabalhadores rurais exigem do gov. Montoro reforma agrária em SP.
   
1995:
Impeachment de Andrés Perez, o capo do neoliberalismo na Venezuela.
   
1997:
Conflito entre a PM e 440 famílias sem-teto em S. Paulo: 3 mortos, 10 feridos.
   
1998:
A marcha da CUT contra o desemprego (15 mil pessoas) chega a Brasília. Choque com 2.500 PMs, 21 feridos.
A repressão
   
1998:
Assassinado em Pesqueira, PE, o chefe Xucuru-Cariri Chicão Assis Araújo.
   
1998:
Em meio à crise asiática, e na esteira de intensos protestos de rua, cai o ditador Suharto, da Indonésia.
   
2002:
Independência de Timor Leste, após 30 anos de ocupação indonésia, que substituiu o colonialismo português, e sob os auspícios da ONU.
 

Fidel Castro: A insustentável posição do império

Ninguém pode assegurar que o império, em sua agonia, não arraste o ser humano à catástrofe.Como se sabe, enquanto exista a vida da nossa espécie, toda pessoa tem o dever sagrado de ser otimista. Eticamente não seria admissível outra conduta. Recordo bem que um dia, há quase 20 anos, disse que uma espécie estava em perigo de extinção: o homem.


Por Fidel Castro Ruz

Diante de um seleto grupo de governantes burgueses aduladores do império, entre eles o de imensa massa bem alimentada, o alemão Helmut Kohl, e outros pelo estilo que faziam coro a Bush pai – menos tenebroso e alienado que seu próprio filho, W. Bush –, não podia deixar de expressar aquela verdade que via muito real, embora ainda mais distante que hoje, com a maior sinceridade possível.

Ao ligar a televisão aproximadamente às 12h15, porque alguém me disse que Barack Obama pronunciava seu anunciado discurso sobre política exterior, prestei atenção a suas palavras.

Não sei porque, apesar dos montões de despachos e noticias que escuto diariamente, em nenhum vi que o sujeito falaria a essa hora. Posso garantir aos leitores que não são poucas as bobagens e mentiras que, entre verdades dramáticas e fatos de todo tipo, leio, escuto, ou vejo em imagens todos os dias. Mas este caso era algo especial. Que iria dizer o tipo a essa hora neste mundo oprimido por crimes imperiais, massacres ou aviões sem piloto lançando mortíferas bombas, que nem sequer Obama, agora dono de algumas decisões de vida ou morte, imaginava quando era estudante de Harvard há apenas umas dezenas de anos?

Ninguém suponha que Obama é dono da situação; só maneja algumas palavras importantes que o velho sistema em sua origem outorgou ao “presidente constitucional” dos Estados Unidos. A estas alturas, depois de 234 anos da Declaração de Independência, o Pentágono e a CIA conservam os instrumentos fundamentais do poder imperial criado: a tecnologia capaz de destruir o gênero humano em questão de minutos, e os meios para penetrar nessas sociedades, enganá-las e manipulá-las impudentemente pelo tempo que necessitem, pensando que o poder do império não tem limites. Confiam em dirigir um mundo dócil, sem perturbação alguma, por todo o tempo futuro.

É a ideia absurda em que baseiam o mundo de amanhã, sob “o reino da liberdade, da justiça, da igualdade de oportunidades e dos direitos humanos”, incapazes de ver o que na realidade ocorre com a pobreza, a falta de serviços elementares de educação, saúde, emprego e algo pior: a satisfação de necessidades vitais como alimentos, água potável, teto e outras muitas.

Curiosamente, alguém pode perguntar-se, por exemplo, o que ocorrerá com os 10 mil mortos por ano que a violência derivada das drogas provoca, fundamentalmente no México, ao que se podem acrescentar os países da América Central e vários dos mais populosos do sul do continente?

Não abrigo intenção alguma de ofender esses povos; o propósito é somente assinalar o que ocorre aos demais quase diariamente.

Uma pergunta é preciso fazer quase de imediato: o que ocorrerá na Espanha, onde as massas protestam nas principais cidades do país porque até 40% dos jovens estão desempregados, para citar apenas uma das causas das manifestações desse combativo povo? Acaso vão começar os bombardeios da Otan nesse país?

Entretanto, a estas horas, 16h12, ainda não foi publicada a bendita versão oficial em espanhol do discurso de Obama.

Espero que me desculpem por esta improvisada Reflexão. Tenho outras coisas das quais me ocupar.

Fidel Castro Ruz
19 maio de 2011
16h16
Fonte: Cubadebate
Tradução da Redação do Vermelho

Acusação contra livro é equivocada, defende Haddad

O ministro da Educação, Fernando Haddad, defendeu nesta quinta-feira (19) a abordagem utilizada pelo livro Por uma Vida Melhor, de alfabetização de adultos, que defende o uso da norma popular em situações de fala.

O livro causou polêmica ao incluir frases com erro de concordância como “nós pega o peixe” em uma lição que apresentava a diferença da norma culta e a falada. No texto, a autora da obra defende que os alunos podem falar do “jeito errado”, mas devem dominar as regras da norma culta e ter atenção quanto ao seu uso. Para o ministro, a acusação de que o livro “ensina a falar errado” é um equívoco.

“O livro parte da situação da fala, mas induz o jovem a se apropriar da norma culta. Os críticos infelizmente não leram o livro, fizeram juízo de valor com base em uma frase pinçada do contexto”, defendeu Haddad durante entrevista ao programa de rádio "Bom Dia, Ministro", produzido pela EBC Serviços em parceria com a Secretaria de Comunicação da Presidência da República.

Haddad comparou os erros de concordância muito comuns na língua falada, especialmente na população mais pobre e não escolarizada, à linguagem utilizada pelos usuários da internet e de redes sociais.

“Quando um jovem manda mensagens no seu Twitter, no seu e-mail ou Orkut, ele faz uso da linguagem habitualmente utilizada naquele ambiente, até de maneira lúdica, ele modifica a língua e cria sinais próprios. Ali também tem norma e para você entender tem que se familiarizar com determinados padrões. Mas ele sabe que se migrar para um ambiente formal, seja um entrevista de emprego ou uma prova da escola, a linguagem não será apropriada”, afirmou.

O ministro ponderou que a escola tem que ensinar a norma culta, mas a abordagem pode partir da linguagem popular. “Há formas e abordagens diferentes para ensinar a norma culta. Você ensina a norma culta para uma criança de um jeito, para o adulto de 40 anos, de outro. Aquele adulto já tem uma história de vida da qual você tem que partir para que ele se familiarize da norma culta”, defendeu.

Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Por enquanto, o máximo que se pode acusar Palocci é de praticar o capitalismo


Palocci tornou-se o político surgido do PT com maior trânsito entre o poder econômico, sobretudo o financeiro e o empresarial de São Paulo.
Ele teve um papel importante na eleição de Lula em 2002, para aproximar o empresariado, diminuindo as resistências e até atraindo o apoio de alguns.
Também desempenhou um papel importante no início do governo Lula para debelar a crise econômica deixada por FHC, sem deixar que desestabilizasse a economia, nem que caísse no buraco em que caiu a Argentina no governo Carlos Menen.
A Presidenta Dilma chegou ao governo com a perspectiva de aprofundar as políticas de Lula consideradas de esquerda. Para ela levar esta sua agenda adiante, sem sobressaltos e sem perda de tempo com crises por falta de interlocução, precisa de articuladores políticos para manter canais de diálogo também com a elite econômica. Lula teve esses ministros articuladores com o empresariado, como o próprio Palocci, o vice Zé Alencar, o Henrique Meirelles, o Luiz Fernando Furlan. Dilma também precisa ter os seus.
O PT não tem muitos quadros como Palocci. A maioria dos petistas tem o perfil de proximidade com os trabalhadores, movimentos sociais e intelectuais. São poucos os que transitam com desenvoltura no empresariado. Muitos petistas torcem o nariz para Palocci justamente por esse perfil que, dentro do PT, o coloca no espectro da direita. Mas alguém tem que fazer esse papel no governo Dilma. Se não for Palocci, provavelmente a Presidenta teria que escalar alguém de fora dos quadros petistas, o que enfraquecerá o PT dentro do governo, entregando essa interlocução para um partido de centro da base governista ou até para um quadro importado dos tucanos.
Entendido esse papel político, vamos para a questão do patrimônio pessoal.
Até agora ninguém apontou crime nenhum de Palocci. É possível ter consultorias honestas e bem sucedidas, e é possível ter consultorias apenas de fachada, até para lavar dinheiro. Mas sem provas (e nem sequer uma denúncia fundamentada), o benefício da dúvida pertence a Palocci.
Ele saiu do Ministério da Fazenda após sofrer seguidos ataques de origem meramente política (Palocci despontava como forte candidato ao governo de São Paulo em 2006, e se não fosse a crise política do chamado “mensalão”, ele teria vencido José Serra ou outro tucano, para governador em 2006). Ninguém atacou sua competência como Ministro (a esquerda atacou as diretrizes, mas não a competência). Ele fez uma política macroeconômica considerada um tanto ortodoxa (o que agrada ao empresariado), mas foi além e realizou avanços e inovações na microeconomia, como o microcrédito, o crédito consignado a juros menores, devido à garantia de pagamento. Isso foi uma das bases do aumento do crédito no Brasil, o que impactou no crescimento do PIB e na geração de empregos.
É possível que banqueiros, investidores, empresários o chamassem para conversar e ouvir sua opinião. Palocci não é PhD de Harvard, mas nenhum PhD de Harvard entende da economia da era Lula como ele. Assuntos como a nova classe média, perspectivas para os próximos anos, cenários da economia, certamente Palocci tinha uma visão melhor do país do que qualquer PhD de Harvard.
Então, por que ele deveria orientar de graça pessoas ricas a decidirem que rumo tomar nos negócios privados?
O caso tem certa semelhança com Ruy Barbosa. Derrotado na corrida presidencial por Hermes da Fonseca, ficou no limbo político, mas pelo seu reconhecido saber era sempre procurado para conversas, que no fundo era consultoria gratuita. Para acabar com a gratuidade, a esposa de Ruy Barbosa cercava os visitantes na saída e dizia “O senhor já acertou com o Conselheiro? O senhor sabe, o Conselheiro também come!”.
Assim faz todo o sentido Palocci ter criado sua empresa de consultoria. Pesa a seu favor ele ter criado a empresa em seu nome, com transparência, sem laranjas, sem ocultar nada.
Pelo que foi noticiado, ele comprou os imóveis a valores de mercado e pagou com o dinheiro legal que entrou na sua empresa. Não ganhou apartamento de presente de empreiteira, não subfaturou, não há indícios de caixa-2, nem de ocultar patrimônio, nem de operações suspeitas em paraísos fiscais; enfim, o que se pode acusar é que praticou o capitalismo: ganhou dinheiro, ficou rico, pagou impostos devidos, e comprou bens.
Só haveria crime e falta de ética se ele tivesse informação sigilosa privilegiada do governo e vendesse, ou se traficasse influência. Ninguém apontou nenhuma evidência de que ele tenha feito isso. E seria o cúmulo da burrice abrir justamente uma empresa de consultoria em seu nome se a idéia fosse cometer esse tipo de falcatrua. Se o objetivo fosse ser desonesto, a esperteza recomendaria abrir qualquer outro ramo de negócio e fazer as maracutaias na calada da noite, sem deixar rastro registrado de consultoria.
Ninguém precisa colocar a mão no fogo por Palocci, e pode ser que apareça mais coisas que não sabemos, mas por enquanto o jornal Folha de São Paulo denunciou que ele ficou rico rapidamente, com sua empresa que cresceu rapidamente.
Haverá quem questione o fato de ser raras as empresas que crescem rápido assim, em 4 anos. Mas é mais raro ainda pessoas chegarem a ser Ministro da Fazenda do Brasil, e Palocci chegou. Por enquanto, só dá para acusá-lo de praticar o capitalismo em suas atividades privadas.
Em tempo: A “catimba” faz parte do jogo da oposição, da imprensa e até do “fogo-amigo”, mas é forçar a barra pedir que consultorias divulguem a lista de clientes e serviços prestados. Consultorias privadas envolvem segredos comerciais das empresas, que se forem divulgados, favorecem a concorrência. O resultado é o mesmo que uma espionagem comercial.
O que Palocci poderia fazer é explicar o tipo de consultoria que prestou de forma genérica, sem entrar nos pormenores, nem identificar empresas e produtos (a menos que haja consentimento delas).

Mulheres no canteiro


Em todo o país, elas representam 2,9% dos 6,9 milhões de trabalhadores do setor. No Distrito Federal, apesar de o número ainda ser desconhecido, durante a fase de acabamento das obras, estão à frente dos homens na preferência dos patrões
Elas ainda são pouco representativas, mas prometem conquistar mais espaço. Talentosas e detalhistas, as mulheres estão conquistando a preferência dos contratantes. Os patrões optam pela mão feminina na hora de selecionar um funcionário para tarefas que exigem atenção aos detalhes e muito capricho, como a de azulejista, assentador de piso e aplicação de rejunte, entre outras.
O fenômeno verificado no Distrito Federal também ocorre em outros pontos do país. A boa notícia é que, com a expansão da construção e a formalização em alta, o sexo feminino abre um leque de oportunidades de empregos que pagam bem — a mão de obra especializada está sendo muito demandada no setor — e dão a segurança da carteira assinada. Um freio ao entusiasmo é que elas ainda ganham menos do que os rapazes (veja quadro).
De acordo com dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em 2010, havia 63 mil homens empregados na construção civil do DF. A amostra de mulheres não era significativa para figurar no levantamento. No Brasil, a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que, de 6,9 milhões de trabalhadores da construção, 192,5 mil, ou 2,9%, são mulheres.
Crescimento
Apesar da inexistência de números no DF, o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do DF (Sinduscon-DF), Elson Ribeiro e Póvoa, diz que a observação mostra uma presença maior do sexo feminino nos canteiros de obras. “Sabemos que está aumentando, principalmente no acabamento. São trabalhos leves, que exigem cuidado”, afirma. Segundo ele, o Sinduscon-DF e o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil e Mobiliário (STICM) articulam-se para levantar o número de mulheres no ramo.
A qualificação das trabalhadoras — com exceção das que têm nível superior — é feita dentro das próprias empresas contratantes, com o auxílio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Célia Leitão, supervisora técnica do Senai-DF, afirma que a presença do sexo feminino é sentida principalmente nos cursos que habilitam para trabalhos que exigem menos esforço físico. Entretanto, ela acredita que no futuro, até o obstáculo da menor habilidade para esforço físico será superada. “A tecnologia está avançando e o trabalho está cada vez mais colaborativo”, opina.
Lílian Arruda Marques, técnica do Dieese, destaca que, além de serem bem avaliadas pelos patrões por serem minuciosas na execução dos serviços, as mulheres são elogiadas por faltarem menos ao trabalho. “O interesse do setor empresarial é muito grande. Apareceu mulher com qualificação, eles contratam”, destaca.
Indiferentes à sujeira nos uniformes e ao risco de trabalharem suspensas a 10 metros do chão, Ana Paula Moura de Sá, 21 anos; Sílvia Barbosa dos Santos, 37, e Ângela Cristina Santos Gonçalves, 29, aplicam rejunte na cerâmica de um edifício residencial que está sendo erguido em Águas Claras. “A gente quer a superfície bem lisinha. Os homens fazem com mais pressa”, diz Ana Paula. No Correio

Enem abre inscrições

Quinta-feira 19, maio 2011
As inscrições para a edição 2011 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) começam na segunda-feira e vão até 10 de junho. Os estudantes interessados em participar da prova deverão acessar o site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) para fazer a inscrição. As datas do exame foram confirmadas para os dias 22 e 23 de outubro. O edital do Enem será publicado hoje no “Diário Oficial da União”. A partir do ano que vem, a prova terá duas edições ao ano, uma no primeiro semestre e outra no segundo. A primeira edição de 2012 já está confirmada para os dias 28 e 29 de abril. A data da segunda edição ainda não foi definida em função das eleições municipais que ocorrerão em outubro.
Por Helena

Paulo Henrique Amorim desbanca o “Fantástico”

Quinta-feira 19, maio 2011
Nos últimos sete anos, o “Fantástico” perdeu 42% em audiência em SP. Foi nesse período em que o dominical da Globo passou a sofrer concorrência do “Domingo Espetacular”, da Record, comandado pelo jormalista Paulo Henrique Amorim. Ambos duelam pelo mesmo público e são exibidos no dia e horário mais caro da TV brasileira –o domingo à noite.
Como estratégia, a Globo passou inclusive a atrasar a chamada semanal que faz do “Fantástico”, pois várias vezes viu uma “grande matéria” aparecer no concorrente, e antes. Por várias vezes a Record adiantou o “Domingo Espetacular” em seu horário, para antecipar matérias, casos e entrevistas que a Globo eventualmente também tivesseA tática da Record com o “Domingo Espetacular” vem dando frutos. Em porcentagem, 100% de crescimento no ibope em sete anos de vida.
Por Helena