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segunda-feira, 28 de maio de 2012

A força da imagem do PT.
E para que serve o mensalão


Na Carta Capital desta semana, Marcos Coimbra escreve importante artigo sobre
 os resultados de recente pesquisa da Vox Populi que dirige.

Uma pesquisa de âmbito nacional sobre o sistema partidário do Brasil.

48% dos entrevistados disseram simpatizar com algum partido.

Mas, 80% se restringiram a apenas três.

O PT, com 28% das respsotas.

O PMDB com 6%.

E o PSDB com 5%.

Conclui Marcos Coimbra:

“É com essa imagem e a força da aprovação de suas principais 
lideranças
 que o PT se prepara para enfrentar os difíceis dias em que o coro da
 indústria de comunicação usará o julgamento do mensalão para 
 desgastá-lo. 
Conseguirá ?”
Navalha
Conclui-se que o “coro da indústria de comunicação” é mais importante do que os 5% do PSDB.
Este ansioso blogueiro duvida que o Supremo condene o José Dirceu – e, do ponto de vista político, ou seja, da imagem do PT, da Dilma e do Lula, o que interessa no mensalão é o destino do José Dirceu.
Logo, o mensalão não vai arranhar “a força da imagem do PT”, como diz Coimbra.
E a estratégia de convocar a CPI para desmoralizar o Golpe do Mensalão deu certo.
A Veja, o brindeiro, os tucanos, o Demóstenes e o Gilmar foram irremediavelmente atingidos.
Especialmente depois desse Golpe do João Sem Braço em que se meteram o Gilmar Dantas (*) e a Veja – clique aqui para ler “Gilmar tem que
 processar Lula e chamar Johnbim de testemunha”;  aqui para ler “Por 
que Gilmar foi tão audacioso?”; aqui para ler “Gilmar e Cachoeira têm o
 mesmo personal araponga”; e aqui para ler “Francischini, o novo valentão do PiG”.



Paulo Henrique Amorim

Inscrições para o Enem 2012 começam nesta segunda-feira

 
 
São Paulo – Inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2012 começam a partir das 10h de hoje (28) e vão até 15 de junho. O valor da taxa é de R$ 35, que podem ser pagos atá 20 de junho.
Interessados devem acessar o site do Enem para a inscrição. Alunos concluintes do ensino médio pela rede pública em 2012 e pessoas em situação socieconômica vulnerável, mediante a comprovação com documentos, podem solicitar a isenção da taxa pelo próprio sistema de inscrição.
O candidato deve fornecer o número de CPF e número do documento de identidade (RG), além de outros dados pessoais, como endereço e instituição de ensino. As pessoas com deficiência deverão informar suas necessidades especiais no ato da inscrição. O Inep dispõe de provas diferenciadas, intérpretes, salas de aula e mobiliário apropriado. Candidatos que estão internados e recebem aulas em hospitais poderão realizar a prova no próprio centro médico, desde que suas condições estejam especificadas no formulário de inscrição.
O desempenho no Enem poderá ser usado nos programas de bolsa de estudos (Prouni) e de financiamento estudantil (Fies) – entre outros programas do Ministério da Educação, como o Ciência sem Fronteiras – ou por estudantes interessados em obter a certificação de conclusão do ensino médio. Para tanto, é necessário tirar nota mínima de 450 nas quatro provas, 500 na redação e indicar uma das instituições autorizadas a receber dados cadastrais e resultados de candidatos.
As provas do Enem deste ano serão aplicadas no primeiro final de semana de novembro, nos dias 3 e 4. O exame tem quatro provas objetivas, cada uma com 45 questões de múltipla escolha e uma redação.  No primeiro dia, serão aplicadas as provas de Ciências Humanas e suas Tecnologias (História, Geografia, Filosofia e Sociologia) e de Ciências da Natureza e suas Tecnologias (Química, Física e Biologia).
As provas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias (Língua Portuguesa, Literatura, Inglês ou Espanhol, Artes, Educação Física, tecnologias da informação e comunicação), Matemática e suas Tecnologias e também a redação serão feitas no segundo dia.
Mais informações podem ser obtidas no edital do Enem 2012.
o Paulo – Inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2012 começam a partir das 10h de hoje (28) e vão até 15 de junho. O valor da taxa é de R$ 35, que podem ser pagos atá 20 de junho.
Interessados devem acessar o site do Enem para a inscrição. Alunos concluintes do ensino médio pela rede pública em 2012 e pessoas em situação socieconômica vulnerável, mediante a comprovação com documentos, podem solicitar a isenção da taxa pelo próprio sistema de inscrição.
O candidato deve fornecer o número de CPF e número do documento de identidade (RG), além de outros dados pessoais, como endereço e instituição de ensino. As pessoas com deficiência deverão informar suas necessidades especiais no ato da inscrição. O Inep dispõe de provas diferenciadas, intérpretes, salas de aula e mobiliário apropriado. Candidatos que estão internados e recebem aulas em hospitais poderão realizar a prova no próprio centro médico, desde que suas condições estejam especificadas no formulário de inscrição.
O desempenho no Enem poderá ser usado nos programas de bolsa de estudos (Prouni) e de financiamento estudantil (Fies) – entre outros programas do Ministério da Educação, como o Ciência sem Fronteiras – ou por estudantes interessados em obter a certificação de conclusão do ensino médio. Para tanto, é necessário tirar nota mínima de 450 nas quatro provas, 500 na redação e indicar uma das instituições autorizadas a receber dados cadastrais e resultados de candidatos.
As provas do Enem deste ano serão aplicadas no primeiro final de semana de novembro, nos dias 3 e 4. O exame tem quatro provas objetivas, cada uma com 45 questões de múltipla escolha e uma redação.  No primeiro dia, serão aplicadas as provas de Ciências Humanas e suas Tecnologias (História, Geografia, Filosofia e Sociologia) e de Ciências da Natureza e suas Tecnologias (Química, Física e Biologia).
As provas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias (Língua Portuguesa, Literatura, Inglês ou Espanhol, Artes, Educação Física, tecnologias da informação e comunicação), Matemática e suas Tecnologias e também a redação serão feitas no segundo dia.
Mais informações podem ser obtidas no edital do Enem 2012.
Depois dos bancos, Dilma promete encarar montadoras 
Foto: Divulgação

Depois dos bancos, Dilma promete encarar montadoras

Presidente pretende abrir caixa-preta dos fabricantes de veículos e forçá-los a reduzir margens de lucro

27 de Maio de 2012 às 10:16
247 – Depois de comprar uma briga com o setor financeiro, na questão das taxas de juros, a presidente Dilma Rousseff tem agora um novo alvo: as montadoras de automóveis que, segundo ela, recebem incentivos exagerados do governo federal e não os transferem aos consumidores. O carro brasileiro é um dos mais caros do mundo. Leia, abaixo, reportagem da Folha sobre o tema:
Dilma quer abrir 'caixa-preta' de montadoras e cortar lucros
Governo avalia que dá incentivos ao setor sem conhecer sua situação financeira
Para o Planalto, as margens de lucro são altas e deixam os carros nacionais muito caros em relação aos demais
NATUZA NERY
DE BRASÍLIA
EDUARDO SODRÉ

EDITOR-ADJUNTO DE “VEÍCULOS”
Após a batalha da presidente Dilma Rousseff contra os juros dos bancos, o governo abrirá em breve outro front: quer que as montadoras de veículos no país abram as contas e margens de lucro.
O Executivo avalia que dá incentivos a um setor sem conhecer a real situação financeira das fabricantes. Por isso, deseja "sair do escuro" e, eventualmente, cobrar reduções mais agressivas de preços, sobretudo, quando houver incentivos federais, como os anunciados na segunda.
Por lei, companhias de capital fechado, a maioria do setor, não são obrigadas a divulgar seus balancetes.
Interlocutores de Dilma disseram à Folha que, após as medidas emergenciais para reduzir os estoques de carros, o próximo passo é atuar para, se for o caso, reduzir o "spread" das montadoras.
Trata-se de uma investida semelhante à do Planalto junto aos bancos, ação que teria rendido, conforme pesquisas extraoficiais de opinião, alguns pontos percentuais a mais na aprovação de Dilma.
Procurada, a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automores) não quis se pronunciar.
Integrantes da cúpula do governo estão convencidos de que o carro brasileiro é caro não só pelo elevado nível de imposto (cerca de 30%, conforme Anfavea). Afirmam que, se os custos nacionais são altos, a margem de lucro das fabricantes também é. Em 2009, sob o impacto da crise externa, houve prejuízo das montadoras em suas sedes, mas não no Brasil.
Representantes do setor serão chamados a Brasília para negociar a abertura de contas, e medidas legais podem torná-la obrigatória. O clima não é de guerra, mas a diferença de preços de carros no país e no mundo incomoda.
Na Argentina, o Renault Duster 2.0 4x4 é vendido pelo equivalente a R$ 56.883. No Brasil, custa R$ 61.470. Em parte, essa diferença é explicada pela carga tributária e pelo "custo Brasil" (logística e mão de obra). Mas estudos de consultorias apontam lucro até duas vezes superior à média mundial.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

                             Como agradar uma mulher


É muito simples... Acompanhe:
Para agradar uma mulher é muito importante não esquecer datas.
A data do aniversário, noivado, casamento, formatura, menstruação, a data do primeiro beijo....
E também:
  O aniversário da tia, irmão ou irmã mais querida, aniversário dos avós, da melhor amiga, do cachorro e do gato.
Como ganhar pontos com a mulher:
•Você faz a cama(+1)
•Você deixa a tampa da privada levantada(-5)
•Você troca o papel higiênico que acabou(+2)
•Você vai ao mercado só pra comprar papel higiênico(+5)
•Na chuva(+8)
•Mas retorna com cerveja(-15)
1) Tarefas simples...
•Você levanta de noite, pois ela ouviu um barulho estranho(0)
(Obs: Quando a pontuação é 0, significa que você não tá fazendo mais que a sua obrigação).
•Você levanta de noite, mas o barulho não foi nada(0)
•Você levanta de noite e o barulho era de um rato(+5)
•Você mata o rato(+10)
2) Social...
•Você fica ao lado dela a festa inteira(0)
•Você vai beber ao lado dos amigos(-2)
•Entre os amigos está uma mulher chamada Fernandinha(-4)
•Fernandinha é loira e magra(-16)
•Fernandinha o conhece(-180)
3) O aniversário dela...
•Você a leva para jantar fora(0)
•Leva para jantar fora e não é o restaurante de sempre(+1)
•É o restaurante de sempre(-2)
•É um boteco(-3)
•É um boteco e a TV está mostrando futebol(-10)
4) Passeios com amigos...
•Você sai com um amigo(-5)
•O amigo é solteiro(-14)
•O amigo é cheio de namoradas(-27)
•O amigo dirige um conversível(-180)
•A Fernandinha vai junto!!!(-500)
5) Uma noite fora...
•Você a leva para o cinema(+2)
•Para ver um filme que ela gosta(+4)
•Para ver um filme que ela gosta e você odeia(+6)
•Você a leva para ver um filme que você gosta(-2)
•O filme se chama 'O massacre da serra elétrica III'(-13)
•Você mentiu e disse q seria um filme francês de amor(-135)
•Na saída do cinema você encontra a Fernandinha e ela faz aquela cena: "Queriiiiiiiidooooo, há quanto tempo!!!"(-750)
6) Grandes questões...
•Ela pergunta 'Eu estou gorda?'(-1)(é, você perde um ponto de qualquer jeito!)
•Você pensa antes de responder(-10)
•Você diz que não(-35)
•Você diz que gosta dela mesmo que ela esteja gorda(-280)
•Você faz comentários a respeito do corpo da Fernandinha(-450)
7) Comunicação... (ela quer contar algo)
•Você ouve com uma expressão atenta(0)
•Você ouve por mais que 30 minutos(+5)
•Ouve por mais q 30 minutos s/ olhar para a TV(+10)
•Ela percebe que você está dormindo de olhos abertos(-320)
•Você balbucia o nome da sua querida amiga "Fe...Fernandinha", enquanto está dormindo de olhos abertos(-1.000.000 + divórcio e pensão pro resto da vida).

Você percebeu que agradar uma mulher é realmente muuuuuuuuuuuuuuiiiiiiito fácil!!!
Basta um pouco de boa vontade ...
Entendeu ??!! ...

Resumindo, para fazer uma mulher feliz é muito fácil. Só é necessário ser:
01) Amigo
02) Companheiro
03) Amante
04) Irmão
05) Pai
06) Chefe
07) Educador
08) Cozinheiro
09) Mecânico
10) Canalizado
11) Decorador de Interiores
12) Estilista
13) Eletricista
14) Sexólogo
15) Ginecologista
16) Psicólogo
17) Psiquiatra
18) Terapeuta
19) Audaz
20) Simpático
21) Esportista
22) Carinhoso
23) Atencioso
24) Cavalheiro
25) Inteligente
26) Imaginativo
27) Criativo
28) Doce
29) Forte
30) Compreensivo
31) Tolerante
32) Prudente
33) Ambicioso
34) Capaz
35) Valente
36) Decidido
37) Confiável
38) Respeitador
39) Apaixonado
40) Sensível

Muito legal, não?

A CPI no rumo certo:
Globo, Gilmar e Cerra

Como se sabe, existe a CPI do PiG (*).

Aquela em que os senadores Catão dos Pinhais e a Kátia Abreu brilham no jornal nacional.

Aquela que o PiG ora quer transformar em pizza.

Ora quer reativar, com o encarceramento do Agnello e do Cabralzinho.

Mas, existe a verdadeira CPI que jorra dos vazamentos e nos desvãos da CPI global.

É a CPI que “saiu do controle”, que todo mundo vai ver, independente do resultado final.

Como se sabe, por exemplo, a CPI dos Bingos jamais ouviu um único bicheiro ou dono de bingo.

Foi para montar o mensalão que está por provar-se.

E o ex-prefeito de Anápolis, na TV Record, já melou o mensalão.

A CPI da Nike indiciou o Mr Teixeira did you accept the bribe onze vezes e onze vezes ele foi absolvido na Justiça do Rio.

(Por falar nisso, por onde anda Mr Teixeira ? Será que o Galvão sabe do paradeiro ?)

Esta CPI já foi valiosa, independente do PiG (*) e do destino que lhe queira dar.

Já fechou a Veja, que se torna a Visão contemporânea.

Já desmoralizou o Robert(o) Civita – quantos passaportes ele tem, mesmo ?, perguntaria o Brizola.

Já mostrou que o Procurador Geral da República tinha uma estratégia, sim.

Inconfessável: “Maierovitch: quem acredita no Gurgel?”.

Já mostrou também que o ex-Supremo Presidente Supremo do Supremo, Gilmar Dantas (**) tem duas questões a esclarecer ao distinto público:

- o que significa o Demóstenes dizer “o Gilmar mandou subir” ?
– e do que se tratou no jantar que o Gilmar intimou o Demóstenes a aceitar ?

Agora, finalmente, a CPI toma rumos certos.

Poderá dissipar essas duvidas que pairam sobre o mais alto Judiciário: um PGR e um Ministro do Supremo.

E sobre a margarida que finalmente apareceu.

Antes, se imaginava que o papel do jornal nacional era transformar em Chanel # 5 o detrito sólido de maré baixa que o Cachoeira plantava na Veja.

Agora, começam a surgir os sinais mais claros de que, talvez, quem sabe ?, o Cachoeira plantasse no próprio jornal nacional e ramificações.

Diz o Mino Carta, sempre atento aos movimentos do que chama de “mídia nativa”: provavelmente, os “deslizes” do jornal nacional sejam em menor monta do que os da Veja.

Pudera !

Em qualquer lugar do mundo a Veja já teria sido fechada.

De maior ou menor monta, a batata do Ali Kamel assa:

“Quem é o Doni da Globo que fala com o Dadá ?”

Outro rumo inexorável da CPI, ou do que dela vazar e jorrar,  será a exposição das atividades da Delta em São Paulo, em plena temporada eleitoral:

“CPI: relator quer levar Delta a Cerra”

A Delta deve ter “investido” na São Paulo do Padim Pade Cerra mais do que “investiu” em Goiás.

Sabe como é, amigo navegante, tudo é grande em São Paulo: até o “Caracazo”.

Provavelmente, o amigo navegante não lerá no PiG (*) nada que incomode a Globo, o Padim Pade Cerra e seu fidelíssimo aliado, o Paulo Preto.

Não tem a menor importância.

Oitenta por cento dos brasileiros hoje se informam mais pela internet do que pelo PiG (*).

O Jurassic Park só resiste na telinha da Globo.

E é por isso que o Michel Temer fez aquele pacto sinistro com a Globo.

Veja bem, amigo navegante.

Como os dinossauros se aproximam da cratera que os engolirá: o Dr. Roberto tratava direto com o Presidente da República.

Os filhos do Dr. Roberto – eles não têm nome próprio – agora fazem acordo com o vice.

Eles também são vice.

Que não manda nada.


Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Clique aqui para ver como um eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews  e da CBN se refere a Ele.

quarta-feira, 23 de maio de 2012


Filho da Kátia Abreu e mais 54 votam contra PEC do Trabalho Escravo, mas perdem

A Câmara dos deputados aprovou na terça-feira (22), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 438/01, que permite a expropriação de imóveis rurais e urbanos onde a houver exploração de trabalho escravo.

Esses imóveis serão destinados à reforma agrária ou a programas de habitação popular.


A proposta é oriunda do Senado e, como foi modificada na Câmara, volta para exame dos senadores.


Foram 360 votos a favor. Para aprovar eram necessários 308 votos.


Votaram contra 55 deputados (soma de Não + abstenção + obstrução), entre eles o deputado Irajá Abreu (PSD-TO), filho da senadora Kátia Abreu (PSD-TO).


Dois tucanos e dois pedetistas votaram contra.


Total de parlamentares por partido que votaram contrários a acabar com o trabalho escravo:


PSD: 15

PMDB: 15
DEM: 6
PP: 5
PR: 4
PTB: 3
PSDB: 2
PDT: 2
PSC: 2
PHS: 1

Nome aos bois:


Eis a lista de quem votou contra acabar com o trabalho escravo:



Partido Parlamentar UF Voto
DEM Abelardo Lupion PR Não
DEM Jairo Ataide MG Abstenção
DEM Lira Maia PA Não
DEM Luiz Carlos Setim PR Não
DEM Paulo Cesar Quartiero RR Não
DEM Ronaldo Caiado GO Não
6


PDT Giovanni Queiroz PA Não
PDT Marcos Rogério RO Obstrução
2


PHS José Humberto MG Não
1


PMDB Alceu Moreira RS Não
PMDB André Zacharow PR Não
PMDB Antônio Andrade MG Não
PMDB Asdrubal Bentes PA Abstenção
PMDB Carlos Bezerra MT Abstenção
PMDB Edio Lopes RR Não
PMDB Eduardo Cunha RJ Abstenção
PMDB Genecias Noronha CE Abstenção
PMDB João Magalhães MG Abstenção
PMDB Joaquim Beltrão AL Abstenção
PMDB Júnior Coimbra TO Não
PMDB Marinha Raupp RO Não
PMDB Valdir Colatto SC Não
PMDB Washington Reis RJ Abstenção
PMDB Wilson Filho PB Abstenção
15


PP Beto Mansur SP Não
PP Carlos Magno RO Não
PP Lázaro Botelho TO Abstenção
PP Luis Carlos Heinze RS Não
PP Nelson Meurer PR Não
5


PR Aelton Freitas MG Abstenção
PR Bernardo Santana de Vasconcellos MG Não
PR João Carlos Bacelar BA Abstenção
PR Wellington Fagundes MT Abstenção
4


PSC Nelson Padovani PR Não
PSC Zequinha Marinho PA Abstenção
2


PSD Diego Andrade MG Abstenção
PSD Eduardo Sciarra PR Não
PSD Eliene Lima MT Abstenção
PSD Francisco Araújo RR Não
PSD Guilherme Campos SP Não
PSD Hélio Santos MA Abstenção
PSD Homero Pereira MT Não
PSD Irajá Abreu TO Não
PSD Júlio Cesar PI Abstenção
PSD Junji Abe SP Abstenção
PSD Marcos Montes MG Não
PSD Moreira Mendes RO Abstenção
PSD Onofre Santo Agostini SC Abstenção
PSD Raul Lima RR Não
PSD Ricardo Izar SP Abstenção
15


PSDB Berinho Bantim RR Não
PSDB Carlos Brandão MA Abstenção
2


PTB Jovair Arantes GO Abstenção
PTB Magda Mofatto GO Abstenção
PTB Nelson Marquezelli SP Não
3


55




Veja como votou seu parlamentar:


A lista completa de votação por partido pode ser vista
aqui.
A lista completa de votação ordenada por estados, aqui.

Volta ao Senado e regulamentação


A proposta é oriunda do Senado e, como foi modificada na Câmara, volta para exame dos senadores.


No decorrer da semana, será criada uma comissão mista de cinco senadores e cinco deputados para discutir a elaboração de um projeto de lei que regulamente a PEC, para não deixar margem de dúvida sobre o que é considerado trabalho escravo, e os trâmites da expropriação. (Mais informações na
Agência Câmara)

Mensalão: advogados
tiram faca do pescoço do STF


Advogados de réus no mensalão – o que está por provar-se – escreveram uma carta aberta
 aos Ministros do STF.

Não é preciso ser um colonista (*) do PiG (**) nem de Ilustrada consultora jurídica para 
entender que se trata de um ato político de extrema relevância.

Abrir espaço político e intelectual para que a Lei se faça – ou seja, que os juízes possam 
julgar em paz, segundo o figurino.

Nos autos.

E, não, no PiG (**).

Sem a pressão dos mervais pigais.

Que querem manter o Peluso na Corte, na vã ilusão de que o Ministro Peluso vá condenar o 
José Dirceu sem provas.

Os advogados tiraram a “faca do pescoço” dos Ministros.

E deram à Nação a confiança de que esse julgamento não será diferente dos outros – nem
 no processo nem no mérito.

Os culpados serão punidos.

Os inocentes, inocentados.

E quem julga não é a Globo.

Nem a Globo marca a data do julgamento – e quando marca, marca para a data errada.

Todos os réus terão amplo direito de defesa.

Não é assim numa democracia ?

Faca no pescoço não é instrumento jurídico.

É crime.

Coisa de meliante.

Em tempo: para variar, a Folha (***) errou: o Kakay também assinou a nota. A Folha (***) 
é que consultou a versão errada. Folha e Globo – são uns errados. E que não tem mais 
faca nenhuma. Nem nos dentes nem em outro lugar.

Paulo Henrique Amorim

Leia a seguir a nota dos advogados:












(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (**) que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta  costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse  pessoal aí.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(***) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Autor conta bastidores
da “Guerra Suja”



Cláudio Guerra revelou nomes que compunham os órgãos responsáveis pela repressão


O Conversa Afiada reproduz post da Carta Maior:

Autor revela os bastidores do livro “Memórias de uma Guerra Suja”


À Carta Maior, Rogério Medeiros relembra o primeiro contato com o ex-delegado do Dops do Espírito Santo, que culminou na publicação de “Memórias de uma Guerra Suja”, em parceria com Marcelo Netto. O livro é composto por uma série de depoimentos em primeira pessoa, nos quais Cláudio Antônio Guerra, hoje com 71 anos, admite participação em crimes na ditadura, além de revelar nomes que compunham os órgãos responsáveis pela repressão.


Isabel Harari


São Paulo – “Ele estava muito magro, esquelético. Na maca do hospital, vestindo o uniforme presidiário me disse que queria falar tudo. Contou que era outro homem, um novo Cláudio Guerra, e queria entregar sua vida pra eu escrever. Tomei um susto”. O jornalista Rogério Medeiros relembra o primeiro contato com o ex-delegado do Departamento de Ordem Política Social (DOPS) do Espírito Santo, que culminou na publicação do livro “Memórias de uma Guerra Suja” (Editora Topbooks, R$ 44), em parceria com Marcelo Netto.


O livro é composto por uma série de depoimentos em primeira pessoa nos quais Cláudio Antônio Guerra, hoje com 71 anos, admite participação em crimes cometidos nas décadas de 70 e 80, além de revelar nomes que compunham os órgãos de repressão no período militar. O ex-delegado confessa, por exemplo, que incinerou 11 corpos de militantes políticos em uma usina de cana-de-açúcar no norte do Rio de Janeiro em 1973, entre eles o de Ana Rosa Kucinski e David Capistrano. Admite que esteve na reunião em que foi determinada a morte do delegado do Dops de São Paulo, Sérgio Fleury em 1979, e sua participação no atentado contra o show de 1º de maio no Pavilhão do Riocentro, dois anos depois. Também revela sua participação no assassinato do jornalista Alexandre Von Boungarten e denuncia outros projetos que visavam a implantação definitiva da ditadura militar no Brasil.


Ainda na década de 70, Rogério Medeiros fez uma vasta investigação sobre Cláudio Guerra: desde sua trajetória como oficial de justiça no interior do Espírito Santo até a entrada na polícia e sua consolidação com um dos mais importantes homens do Dops. Foram publicadas uma série de reportagens no Jornal do Brasil que desmistificaram a imagem de Guerra, que até então era visto como “defensor da ordem e dos bons costumes”. Foi revelada sua ligação com o crime organizado, a participação em uma ação que culminou na morte de 43 pessoas, entre trabalhadores e lideranças rurais, e acusações de queima de arquivos públicos. “A matéria que escrevi para o JB colocava em jogo essa imagem de justiceiro, combatente do crime. E aí ele cai na esparrela. O governador Max Mauro fez o inquérito e entregou à polícia federal. Ele [Guerra] surge como chefe do crime organizado e em seguida vai preso”, conta Medeiros.


A condenação de Guerra também advém de sua relação estreita com o assassinato do bicheiro Jonathas Borlamarques de Souza em 1982, além de sua ligação com a prática do jogo ilegal. O ex-delegado do Dops é acusado, ainda, de matar sua primeira esposa e ex-cunhada em 1980, crime pelo qual ele alega inocência até hoje e cuja condenação continua em aberto.


Após sete anos na prisão, Guerra é transferido para uma casa de repouso, onde cumpre liberdade condicional. “Na cadeia eu passei a conhecer Jesus. Ao me aprofundar no conhecimento da palavra do Senhor, vi a necessidade de caminhar para além do perdão. E assim resolvi vir a público revelar todos os meus atos quando trabalhei em favor do regime militar. Aquilo que para mim era matar um inimigo ficou claro, com Jesus, não passar de crime hediondo, que a partir de agora todos vão conhecer. (…) Passei a acreditar que poderia ter uma vida nova, na companhia de deus. Agora minha luta é esta: ter uma vida normal. Estou em paz”. Hoje Guerra é pastor da igreja Assembléia de Deus em Vitória (ES).


A confecção do livro levou cerca de três anos. Embates e atritos ocorreram antre os jornalistas e o relator, consequência da dificuldade de apuração dos fatos, da relutância em resgatar uma memória tão antiga e o receio de denunciar nomes ainda em voga no cenário político brasileiro. “Ou diz tudo ou não diz nada”, essa foi a frase proferida por Medeiros diante dos temores de Guerra. O jornalista também comenta o fato de o livro ser narrado em primeira pessoa, foco de discussão entre os profissionais no processo de composição das memórias: “Ele tinha que falar em primeira pessoa, ele tinha que dizer que matou. Não adianta nada nós escrevermos que ele fez isso, fez aquilo… Isso para poder ser coerente até com seu discurso de que está deixando tudo isso pra trás e entrando em outra vida ”.


A ligação entre Guerra e Medeiros embasa-se em critérios estritamente profissionais, diz o jornalista. Ele conta que em todos os encontros manteve uma distância de seu entrevistado, tratando-o como um “criminoso”, fato que também foi motivo de impasses durante a organização do livro. “Eu não estou aqui para defender o Cláudio. Eu fiz o meu papel de pegar os fatos e averiguar para ver se eles tinham mesmo acontecido. Eu não tenho uma relação próxima com ele. Eu trabalhei com ele. Depois da publicação do livro nós não mantemos contato”.


Marcelo Netto, que segundo a editora do livro, a Topbooks, recusa-se a dar entrevistas, construiu outro tipo de relação com seu entrevistado. Na apresentação do livro escreve: “Em nossas longas conversas pessoais e pelo Skype tentei entender o que ia dentro da sua cabeça. Fustigava sua memória, mas procurava compreender a sua fé e o que o motivava a falar depois de tanto tempo. (…) Prometi que, na medida do possível, vou estar ao seu lado na caminhada que começa com a publicação do seu depoimento”.


Na mesma apresentação, Netto faz menção ao jornal Folha de S. Paulo e às Organizações Globo, bem como a seus respectivos dirigentes, Paulo Frias e Roberto Marinho, agradecendo-os pela importância que tiveram na sua formação profissional e revelando sua relação íntima com ambos. As duas páginas nas quais o jornalista escreve seu agradecimento também contém trechos em que o autor pede, de certa forma, desculpas pelo conteúdo do livro.


Há, nos relatos de Guerra, partes em que revela a participação da Folha em atentados contra militantes políticos em São Paulo e a presença constante de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, chefe de direção de programação e produção da TV Globo, na sauna em que os militares e simpatizantes do regime se encontravam para planejar ações que visavam a implantação definitiva da ditadura no Brasil.


A quebra do silêncio de Guerra, para Netto, representa um importante passo para a consolidação da democracia no país. “Os militares não devem ter medo de conviver com os erros de um passado que acabou levando, por caminhos tortos, a um Brasil melhor”.


Ex-militares e componentes da Comunidade de Informação, “conjunto de órgãos estatais responsáveis pela segurança interna do país e pelo combate à subversão”, citados por Guerra, alegam que os relatos do ex-delegado são falaciosos. O coronel Juarez e o coronel Ustra anunciaram publicamente que não o conhecem. Mas Guerra respondeu que está disposto a enfrentá-los na Comissão da Verdade.


A ausência de seu nome em listas de entidades de defesa dos direitos humanos explicaria-se porque ele não era considerado um torturador, e sim um matador. Outro fator que explicaria a inexistência do nome de Guerra nesses documentos é o uso frequente de codinomes como Dr. Reinaldo e Stanislau Meirelles. Muitos afirmam, porém, que o depoimento é fruto de um surto de loucura. Medeiros desmente: “Ele está completamente consciente do que está fazendo. Nos três anos que convivemos isso ficou claro pra nós ”.


Segundo Guerra, foi a fé reavivada na cadeia o motivo pelo qual revelou seu passado publicamente. “Cláudio quer deixar o passado pra trás e entrar em uma vida religiosa. Ele quer fazer isso. Não estou dizendo que é possível”, afirma Medeiros. O jornalista, no entanto, não acredita que o discurso do ex-delegado seja pautado apenas por motivos religiosos: “Por renome. Ele começou a contar tudo porque passou a conviver estritamente com a mídia. De repente resolveu fazer carreira como personalidade, como pastor. Ele quis sair fora do passado. Ele não quer se situar como se fosse um homem em busca de perdão, que tivesse arrependido. É assim: a vida para trás é essa e daqui pra frente eu vou ter outra vida ”.


Guerra saiu da casa de idosos em Vitória, onde estava hospedado, e recusa-se a dar entrevistas. Afirmou que só vai aparecer em público depois que for à Comissão da Verdade.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Dirceu, a CPI e o mensalão.
Com medo, PiG pede pizza


                                                            Extraído do Blog do Dirceu:

CPMI: versão adotada pela mídia do ‘acordão’ PT-PMDB-PSDB é um equívoco


A mídia adotou uma linha equivocada ao insistir que houve um acordão entre PT-PMDB-PSDB na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga o caso Carlos Cachoeira. Segundo tal versão o objetivo de pretenso acordo seria, entre outras coisas, o de não convocar os governadores até agora citados nos grampos do bicheiro e seu círculo de relações. Pretende-se vender a falsa ideia de que algo que mal começou teria terminado em pizza.


Minha avaliação é outra. Entendo que o roteiro adotado pela Comissão de Inquérito é correto e objetivo: estudar todos os autos e áudios, ouvir os delegados responsáveis pelos inquéritos que deram origem à CPI – como já fez –, convocar os auxiliares dos governadores e da Delta. É o caminho certo para decidir se, em seguida, convoca ou não os três governadores, como quer o PSDB, ou apenas Marconi Perillo, como querem PT e PMDB.


O prosseguimento da linha de trabalho adotada pela CPI mista do Congresso vai permitir, também, que se tome decisões sobre a convocação ou não de procuradores e jornalistas. Se se investiga ou não a revista VEJA e sua relação com o esquema Carlos Cachoeira-Demóstenes Torres.


Diversionismo


Não podemos e não devemos nos deixar levar por incidentes como o da não convocação dos governadores nesta semana e o torpedo do deputado Cândido Vaccarezza para o governador Sérgio Cabral – um incidente incapaz de definir o destino de uma CPMI. É um erro confundir tais incidentes com indícios, provas e elementos para investigar o crime organizado e suas ramificações nos três poderes do país.


Há indícios sim, e são muito fortes, sobre a participação decisiva no esquema criminoso de um senador que foi líder do DEM e da oposição. Um senador que foi membro do Ministério Público e que se apresentava como representante das demandas corporativas dos procuradores e do Judiciário, seja junto ao Legislativo, seja diante do Executivo.


Também são ridículas, risíveis mesmo, as tentativas de apresentar a relação do governador de Goiás com Carlos Cachoeira no mesmo nível das do Governador do Rio de Janeiro com o controlador da Delta. Em Goiás o crime organizado capturou o Estado e, neste caso, os elementos, indícios e provas já existentes mais do que justificam um investigação pela CPMI.


Mais diversionismo


Não vamos esquecer que no início do noticiário sobre a operação Monte Carlo, lá atrás, certa mídia fez de tudo para trazer de volta o caso Waldomiro Diniz. Naquela ocasião, a citação do meu nome era permanente, às vezes com mais destaque que a própria CPMI. Mas, com o aparecimento da participação do senador Demóstenes Torres no esquema, esta sim uma verdadeira bomba atômica que deixou muita gente desnorteada, a manobra diversionista ficou desmoralizada.


Depois vieram as tentativas de envolver membros do Governo Federal, como Olavo Noleto e até o ministro Alexandre Padilha. Depois, outra tentativa diversionista, pretendendo-se desviar o foco principal da CPMI para Brasília e a empresa Delta. E agora, finalmente, essa polêmica sobre a convocação dos governadores.


Indícios há, e são muitos. Insisto que a CPMI deve manter seu plano de trabalho. Aí sim, tendo as informações, vai decidir por exemplo se convoca ou não os jornalistas. Não adianta que certa mídia levante o argumento surrado da ameaça à liberdade de imprensa diante dos indícios que já apareceram.


Falou-se, por exemplo, em mais de 200 telefonemas entre o diretor da revista VEJA em Brasília e a dupla Carlos Cachoeira-Demóstenes Torres. Na troca de informações pela publicação de matérias de interesse de um esquema criminoso. No conluio para o uso de gravações obtidas ilegalmente. São coisas que precisam ser esclarecidas. E as informações já estão lá, nos inquéritos das operações Vegas e Monte Carlo. É preciso levantá-las em sua totalidade e, em seguida, divulgá-las.


E também não vamos nos esquecer da tentativa de aumentar ainda mais a confusão e a cortina de fumaça, insistindo com a versão de que o necessário esclarecimento da decisão da Procuradoria Geral da República de não investigar o esquema Carlos Cachoeira-Demóstenes Torres em 2009, como afirmou a Polícia Federal, seria algo envolvendo o PT e relacionando-o com o julgamento da Ação Penal 470 no Supremo Tribunal Federal, chamada de mensalão.


Se a CPMI seguir seu roteiro de buscar e dar transparência a todas as informações, nada do que a mídia está prevendo acontecerá. Ao contrario, será uma das CPIs mais importantes dos últimos 30 anos e cumprirá um papel extraordinário na vida política do país.



Clique aqui para ler “Carta e Record: e vem dizer que o Robert(o) e o Policarpo não  sabiam”.

Maia, Mello e Cachoeira:
foi uma forçação de barra


O programa Entrevista Record Atualidade que vai ao ar nesta segunda-feira, na Record News, às 22h15, depois do programa do Heródoto Barbeiro, exibe uma entrevista que este ansioso blogueiro fez com o Presidente da Câmara, Marco Maia (PT- RS).

O ansioso blogueiro perguntou o que o Presidente da Câmara achava da decisão do Ministro Celso de Mello, do Supremo, de impedir que Carlinhos Cachoeira depusesse na CPI, enquanto seu advogado não tivesse acesso a todas as provas.

Essa questão deve voltar ao Supremo, nesta segunda-feira, dia 21.

A resposta do Presidente da Câmara foi:

“ Eu não tomaria essa decisão. A CPMI é um processo investigatório, um inquérito. Todos devem ser inquiridos como testemunhas. Não é adequado proibir a simples convocação de uma testemunha. Ele não estará ali como réu.  A decisão foi uma medida protelatória. Uma forçação de barra. Cachoeira não é réu: é um depoente.”


Sobre um possível depoimento de Robert(o) Civita e de seu empregado Policarpo (clique aqui para ler “Carta e Record – e ainda dizem que o Robert(o) não sabia de nada”), disse o presidente da Câmara:

“Todos devem ser investigados no setor publico, privado e na imprensa. Sem paixões e sem arroubos. Nós vamos descobrir muitas coisas quando forem feitas as quebras de sigilo – o fiscal, por exemplo. Devemos apoiar sempre a liberdade de expressão. Mas, não podemos confundi-la com uma organização criminosa. Para o bem sociedade e da própria liberdade de expressão.”


Sobre a Ley de Medios:

“Precisamos aprofundar esse debate sobre o papel dos meios de comunicação. A imprensa é um poder, além do Judiciário, Legislativo e Executivo e não pode ser o único acima de qualquer debate.


Sobre a CPI da Privataria:

“O tema estava na pauta, mas foi atropelado pelo Cachoeira. Li o livro. O conteúdo é pesadíssimo. Há muitos elementos que precisam ser investigados.  É  uma faceta da História do Brasil. E neste momento em que se fala de Comissão da Verdade, por que não aproveitar e tratar desse assunto, também ?”