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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Amaury pôs Cerra a nocaute.
Aécio não lê mesmo

Saiu no Estadão online (mas, não, na versão escrita):

Serra chama de ‘lixo’ livro sobre privatizações do governo FHC


O ex-governador  José Serra (PSDB-SP) chamou de “lixo” o livro

“Privataria Tucana” do jornalista Amaury Ribeiro Júnior. Na publicação, 

o repórter fala de um suposto esquema de corrupção no governo do 

ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que envolveria Serra, que 

ocupou a pasta do Planejamento.


“Vou comentar o que sobre lixo? Lixo é lixo”, afirmou Serra ao ser questionado 

sobre o livro. O senador Aécio Neves (PSDB-MG) fez um comentário breve sobre 

o livro. “Não é uma literatura que me interesse. Os que se interessarem devem l

ê-lo”, declarou. Os dois participaram nesta tarde da inauguração de uma sala

da liderança tucana na Câmara batizada de Artur da Távola.

                                                                                        


Se foi essa reação pública do Cerra, um trololó, significa que ele foi a nocaute.
Que ele sentiu o golpe e foi à lona.
Se ele reagisse, se tivesse armas para responder ao Amaury, ou não teria dito nada, ou reagiria com mais “consistência”, como a Catanhede diz que ele tem.
Cerra tentou desqualificar o que não pode ser desqualificado.
A filha dele foi indiciada.
Os bens do genro, congelados pela Justiça.
O tesoureiro da campanha dele e do FHC, Ricardo Sergio de Oliveira, recebeu briberizations para vender a Vale – como desejou o Cerra, ardentemente – e a Telemar a Carlos Jereissati.
Jereissati deu dinheiro para a campanha do Cerra.
Cerra omitiu a sociedade dele numa empresa de consultoria com um Rioli, 
que o Amaury flagrou em operações ilegais com uma empresa falida, a Calfat, 
que pertencia a Ricardo Sergio de Oliveira.
A irmã de Dantas financiou a empresa da filha do Cerra em Miami e as duas 
violaram o sigilo de 60 milhões de brasileiros.
A filha do Cerra disse que tinha fechado a empresa, mas o Amaury a 
reencontrou aberta, a receber dinheiro deslavado.
Amaury premiou um cunhado do Cerra, o Preciado, com uma descrição 
pormenorizada de suas falcatruas.
Preciado, sozinho, é franchise de lavanderias.
Cerra e Preciado foram sócios num terreno do Morumbi e desfizeram a 
ociedade pouco antes de a Polícia bater na porta.
Cerra é um Daniel Dantas.
Chefe de clã.
Trabalha em família.
Dantas, Cerra e suas famílias estão unidos pelo Messer, o maior doleiro do Brasil.
E os dois, Dantas e Cerra, Privatas do Caribe, como diz o Amaury.
Outro indício de que Cerra beijou a lona é o “ensaio” de seu escudeiro-mor, um
colonista (*) da Folha e do Globo, que demonstra inigualável habilidade: 
ele usa vários chapéus ao mesmo tempo.
Agora, acresceu à coleção outro chapéu.
O chapéu da editora inglesa Penguin.
Pois, não é que o notável colonista dos múltiplos chapéus 
desanca o Pimentel, hoje na Folha (**) ?
O notável colonista é responsável por uma seção de “Livros”, dominical.
Geralmente, ele resenha livros em língua estrangeira.
Deve achar que é o único que sabe entrar na Amazon.
Por isso, dificilmente, o notável colonista tratará do Privatas do Caribe, enquanto não for traduzido para o inglês.
Uma pena.
A meia dúzia de gatos pingados leitores de sua colona (*) gostaria muito de saber se o Amaury plagiou algum professor de Harvar (é assim mesmo, revisor).
O notável colonista é a prova provada de que o Cerra está com medo de ir em cana.
Antes dos mensaleiros do PSDB de Minas.
Uma última palavra sobre o Aécio Never.
A declaração dele é de retumbante hipocrisia.
Mais hipócrita ainda é o Cerra, que ainda lhe dá cumprimento.
O Amaury conta que o livro começou como um pedido do jornal 
O Estado de Minas, para atender pedido do Aécio: desmontar a 
fábrica da arapongagem e de dossiês que o Cerra montou para 
pegar o Aécio com a mesma delicadeza com que ia pegar o Paulo 
Renato, o Tasso tenho jatinho porque posso e matou a candidatura da Roseana Sarney.
Assim começou o Privatas do Caribe.
E o Aécio vai dizer que não é literatura que interesse.
Claro: ele não lê !
É o que diz o Ciro Gomes, que conhece a alma tucana como ninguém.
O Amaury conhece as contas offshore da família Cerra.
O Ciro, a alma do Cerra.
É dele a frase: o Cerra não tem escrúpulos; seria capaz de passar com 
um trator por cima da mãe.





Em tempo: liga o Vasco:


- Você está sendo injusto com o Cerra.

- Por que, Vasco ?

- O livro é um lixo mesmo !

- Você acha ?

- Claro: o que está ali dentro é lixo, sim ! A começar pelo Cerra !

- Ah bom, Vasco …

Paulo Henrique Amorim
Fonte : Conversa Afiada

Um comentário:

  1. O Serra se enganou, não é o livro que é um lixo na verdade o livro fala do lixo.

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